Renovando Compromissos Digital 2019



Prezadas famílias,

O Colégio Stocco inova a cada dia.

Este ano vocês puderam acompanhar todas as reformas e reestruturação em nossos espaços físicos.

Por meio do nosso Renovando Digital, compartilhamos todas as nossas inovações e mudanças nas propostas para o Ensino Fundamental para o ano de 2019.

Realizem o download do arquivo em um dos seus dispositivos e conheça o que preparamos para nossos Stoqueiros.

Renovando Compromissos Digital 2019

A vida escolar dos filhos



Famílias que dizem “somos presentes!”

Uma das questões que nós professores e diretores de escola mais mencionamos é  que por meio da participação, do envolvimento e da colaboração que permeia a parceria entre família e escola, crianças e jovens percebem que todos têm o mesmo desejo: o sucesso escolar.

No tripé em que o estudante é protagonista e os adultos coadjuvantes, espera-se o empenho de cada um para que o conhecimento seja potencializado.

Queremos propor para que pensemos em tudo que já fizemos e no que  ainda faremos para que 2018 seja de êxito para todos nós. É oportuno fazermos um balanço de janeiro até agora. O que foi realizado ou deixou de ser em relação a essa participação na vida escolar dos filhos?  Escrever uma lista contendo as respostas e buscar atingir as metas que ainda não foram alcançadas pode dar trabalho, mas poderá ser um roteiro a fim de alcançarmos os resultados gratificantes.

Para quem conseguiu estar mais presente e dedicado naquilo que se propôs, a dica é manter o foco, permanecer junto, lutando sempre.

Compartilhamos 10 regras de ouro que ajudam a estreitar o relacionamento da família com a escola, no que diz respeito ao desempenho escolar dos filhos e a adotar algumas ações, se necessário, para que eles percebam que nós, os adultos, os valorizamos e temos interesse no que eles fazem:

1 – Participar de todos os eventos da escola. 

2- Ler os comunicados enviados por agenda, e-mails e aplicativos.

3- Acompanhar os estudos, o rendimento nas avaliações e as notas que são divulgadas.

4- Estabelecer rotina e tempo para estudos e lazer.

5- Fortalecer os vínculos entre os membros da família e os da escola, lembrando que conseguirão proporcionar uma educação de qualidade, sendo que cada um tem um papel a desempenhar.

6-Fazer perguntas aos educadores sobre o que precisam saber sobre o desenvolvimento escolar.

7 – Ler os relatórios enviados pela instituição sobre o desempenho dos filhos.

8- Ter interesse por conhecer as amizades que eles têm, o que postam nas redes sociais e quem são os amigos virtuais.

9- Estimular ou instigar as iniciativas de estudos, valorizar as conquistas e acompanhar as lições de casa e, caso os filhos não compreendam algo, encaminhar para os professores essas demandas.

10- Prestigiar os trabalhos e apresentações propostas pela escola e desenvolvidas pelos filhos.

 

Conforme afirmamos, a escola e a família precisam permanecer parceiras.

A confiança na instituição é fundamental. Independentemente da situação, permaneçam presentes!

Temos certeza que as nossas crianças e jovens agradecem.

 

Professora Dra. Jozimeire Angélica Stocco de C. N. da Silva
Diretora-Geral das Unidades 1, 2 e 3, Pós-doutoranda em Educação pela PUC/SP, Doutora em Educação pela PUC/SP,  Mestra em Educação, Especialista em Educação Infantil.

Concurso de Bolsa de Estudos 2019



O Colégio Stocco, com o objetivo de ampliar oportunidades aos estudantes que buscam uma escola de qualidade, abre ao público Concurso de Bolsa de Estudos para o ano letivo de 2019.

Essa é a oportunidade para que os interessados, se aprovados, possam fazer parte de um dos Colégios mais fortes e de maior tradição no ABC e que, desde 1954, dedica-se à Educação de qualidade com a inovação que as novas gerações de stoqueiros merecem.

O Concurso se destina aos estudantes que, no ano de 2019, cursarão o 6º, 7º, 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental.

Como fazer inscrição para o Concurso de Bolsa do Stocco:

A inscrição será realizada exclusivamente na secretaria da Unidade 3 do Colégio, até 31 de outubro de 2018 até as 18 horas.

As bolsas de estudos concedidas por meio do Concurso serão válidas a partir de janeiro de 2019 até o término do curso do Ensino Fundamental 2 (9º ano), a depender do desempenho acadêmico e social do estudante.

A prova do Concurso será realizada em 10 de novembro de 2018, sábado, das 10 horas às 13h30min, e conterá conteúdos de Língua Portuguesa, Matemática e Redação.

O resultado definitivo do concurso será divulgado em 19 de novembro, a partir das 15 horas.

Classificação e regras para a concessão das bolsas e desempate:

Os candidatos serão classificados por ordem decrescente de nota final, ou seja, por maior número de acertos, acima de 50% (cinquenta por cento).

Os candidatos classificados, para ingressar no ano determinado, deverão passar por processo de entrevista com a equipe pedagógica do Colégio, para avaliar seu perfil e os seus responsáveis apresentarão documentação solicitada.

Será utilizado como critério de desempate, primeiramente, a pontuação de Língua Portuguesa, na sequência, Matemática e, por fim, a Redação.

Ao se inscrever, o estudante receberá o regulamento completo do Concurso de Bolsa.

Esperamos a participação de muitos estudantes que terão a oportunidade de potencializar seu aprendizado, num Colégio referência em educação de qualidade e que valoriza cada indivíduo em suas mais diversas particularidades.

Será um prazer recebê-los e termos a perspectiva de tê-los como stoqueiros em 2019!

Autonomia dos Filhos: a opção é sua, porém…



O que desejamos para o presente e futuro dos nossos filhos em relação à autonomia? O que precisamos realizar para que se tornem sujeitos autônomos e saibam tomar decisões?

Essas duas questões pautam o que nesse mês eu desejo compartilhar com os leitores a partir da minha perspectiva como mãe e educadora. No meu cotidiano eu procuro me colocar no lugar das famílias quando preciso aconselhá-las.

Cada uma tem um jeito peculiar de educar, influenciada pela cultura, religião, valores e tradições, entre outros aspectos que tornam a formação das crianças e adolescentes algo bem complexo. Desse modo, quando exponho ideias, tenho a intenção de cooperar, de alguma maneira, com sugestões e encaminhamentos que foram construídos ao longo da minha vida e experiência. Ao observar diariamente as crianças e adolescentes com os quais tenho contato, noto o jeito que cada um tenta resolver seus problemas, lida com situações inusitadas, expõe pensamentos, argumenta e relaciona-se com o outro. É muito interessante perceber a multiplicidade de ações e reações que são decorrentes daquilo que aprendem, compreendem e relacionam no universo no qual estão inseridos.

Uma das questões que têm me chamado a atenção é o desenvolvimento da autonomia. Esse tema é bastante amplo e por essa razão, me posiciono de uma maneira abrangente, que contribuirá para a compreensão do que é importante e foi considerado no que diz respeito as orientações a seguir.

Entendo que ela é a capacidade que o ser humano desenvolve de autogovernar-se, de tomar decisões, sem ter que depender do outro, mesmo que na convivência diária haja interação e múltiplas situações de aprendizagem e de internalização. O caminho para a autonomia é diário e constante e pode ser possibilitado pelos adultos que têm a responsabilidade de educar. Nesse sentido, percebo que algumas famílias optam por incentivar os filhos, conforme eles crescem, a agir de maneira que possam tomar pequenas decisões desde o que comer ou a escolha de uma peça do vestuário, e outras que, mesmo diante do crescimento dos filhos, não oportunizam as decisões mais simples.

Assim, alguns vão se mostrando mais independentes do que outros. Ousam dizer o que pensam, o que desejam, enquanto há aqueles que sobre qualquer assunto, precisam ouvir sempre o que o adulto ou um amigo mais próximo tem a dizer, para agir exatamente como foi sugestionado. Saber fazer escolhas, dizer sim ou não, sem ter receio de se posicionar, argumentar sobre os mais diversos assuntos, faz parte do amadurecimento do ser humano e nós podemos incentivar e possibilitar situações em que os filhos desenvolvam a autonomia e a inteligência emocional.

Quando eles são muito pequenos fazemos (e temos que fazer) muitas coisas por eles, mas quando começam a crescer, qual a nossa concepção sobre a autonomia que desejamos ou queremos dar? Qual cultura de cooperação oportunizamos em nossos lares? Quais são as atividades que a família realiza em casa e pode delegar no todo ou em parte ao filho? Como a família procede para ajudar nas lições de casa sem fazê-la pelo filho? Precisamos desenvolver a atitude de nos questionarmos para darmos sentido aquilo que desejamos e precisamos realizar desde a mais tenra idade das crianças e adolescentes, a fim de que possamos contribuir com a formação deles, pois só assim encontraremos caminhos para incentivá-los a serem sujeitos autônomos, que saibam o que querem para suas vidas, sem que sejam nossos dependentes além do necessário.

Não há receitas, mas há indicadores que nos mostram o quanto estamos predispostos a dar essa liberdade de ação, com orientação e supervisão. A autoridade dos pais e responsáveis é imprescindível para que os filhos percebam limites e conquistem a confiança que tanto desejam e percebam que, no caminho da autonomia, há responsabilidade e consequência, que a liberdade tem um preço, que os direitos e deveres caminham juntos. Todavia, a formação não é exclusividade da família. Quando essa escolhe a escola do filho, por exemplo, há o início de uma parceria para a educação, com os valores, princípios norteadores e metodologias de ensino adotadas pela instituição. Uma decisão que tem um papel relevante na construção de valores, ideologias e condutas na formação individual. Compreendo que o que se passa na escola pode afetar a rotina do estudante e de sua família, assim como acontecimentos em família podem afetar a convivência e desempenho no espaço escolar. Os processos de desenvolvimento são individuais, mas o meio tem grande influência. Assim, essa parceria tem que dar certo!

Ressalto que a autonomia que proponho a ser instigada aos filhos é aquela que está acompanhada de responsabilidade, de codependência quando necessário, de liberdade quando possível, e de muito diálogo sempre, para que se verifique se eles estão prontos para agir numa determinada situação e se não estão, por que não estão? De acordo com as respostas é que juntos pensarão em como solucionar o contexto e avançar nas conquistas. Nem sempre eles terão os mesmos desejos que você, mas quando isso acontecer, mostre seu posicionamento, argumentando e dando voz e vez para eles. Apesar de não conhecer a realidade de cada família, deixo algumas sugestões para serem praticadas:

1) Que tal implantar uma roda de conversa a fim de dialogar sobre as regras de convívio, revisitando-as, revendo-as ou reforçando-as?

2) Na hora do almoço ou do jantar, é interessante focar nos assuntos de interesse comum, sem distrações. O foco nesse momento é a família.

3) Estabelecer algumas metas de autonomia para cada filho, de acordo com a idade e aproveitar para mostrar que cada um tem responsabilidades é uma proposta que fortalece os vínculos em família.

4) Estimular os filhos a falarem sobre os sonhos deles e aproveitar esse momento para descobrir o que cada um pensa e deseja para si, é uma oportunidade para descobertas e planejamento de ações.

5) Ouvir o que eles têm a dizer para você, é um jeito de mostrar que sabe escutar e que é alguém que merece ser escutado, independente de ser a autoridade da família com a qual eles têm o melhor relacionamento.

6) Nessa convivência em família cada filho pode aprender a ser autônomo e quando tiver que fazer escolhas, pensar em três perguntas: quero? Posso? Devo?

Quem nossos filhos são hoje e o que serão no futuro depende, em parte, do que estamos escolhendo, fazendo ou decidindo no presente, junto com eles ou por eles.

 

Professora Dra. Jozimeire Angélica Stocco de C. N. da Silva
Diretora-Geral das Unidades 1, 2 e 3, Pós-doutoranda em Educação pela PUC/SP, Doutora em Educação pela PUC/SP,  Mestra em Educação, Especialista em Educação Infantil.

 

Texto publicado em: https://chk.com.br/autonomia-dos-filhos-a-opcao-e-sua-porem/

Fim das férias escolares: o ócio e o tempo de estudo



Últimos dias de férias escolares e as crianças já começam a ficar apreensivas para o reencontro com os amigos, mas também com a retomada do ritmo escolar, com cumprimento de horários e estudos. Essa apreensão, apesar de normal nesse período, acaba preocupando pais e cuidadores, especialmente ao que se refere à transição entre o tempo ocioso e a volta às aulas. Alguns se preocupam com a necessidade de uma nova adaptação. Outros, com as possíveis dificuldades a serem enfrentadas com a volta das responsabilidades.

Primeiro temos que compreender que os tempos se misturam, não há uma barreira que imponha limites entre o tempo de ócio e o tempo de estudo.

Nada de compreender que as férias tenham servido para recarregar baterias, pois nessa ideia há uma ideologia mecanicista bastante cruel que sussurra aos ouvidos da mente que homens sejam máquinas e que as escolas são subservientes aos meios de produção e por isso são em sua essência opressoras e desgastantes. Férias e aulas devem viver em harmonia, ambas a serviço da pessoa, ambas precisam coincidir na felicidade; e embora sejam tempos bem distintos, nas duas devem ocorrer muitas aprendizagens. 

Estudantes se divertindo no Stoquinho em período de férias escolares

As férias não devem ser consideradas apenas como um tempo de dar bobeira, embora ficar sem fazer nada tenha que fazer parte dela. As férias costumam ser um tempo que a criança ressignifica o que aprendeu na escola. Repare a alegria de uma delas, que ao ter acabado de apreender sobre o bioma dos pampas, no Ensino Fundamental, tenha viajado pela primeira vez ao sul do Brasil e norte do Uruguai. A criança se coloca no contexto social como um indivíduo interessado e mais maduro. Isso que é férias, isso é que é vida!

Penso que haja dois movimentos bastante básicos e fundamentais à mente, são eles: a ação e a reflexão. E ação e reflexão estão presentes nas férias e nas aulas.  Se nas férias não tiver havido tempo para a ação de aprender, de ressignificar, ler e aplicar a inteligência no desenvolvimento privilegiado do que mais gosta, bem como se não tiver tido tempo para uma completa reflexão sobre o semestre que passou, considerando as alegrias que viveu, as frustrações e dificuldades que encontrou, terá desperdiçado tempo preciso para ter se oportunizado ao crescimento.  

Após as férias, a rotina é retomada e o ritmo deve estar impregnado no modus vivendi do estudante, enquanto ser e os estímulos bem dosados, nunca excessivos e nunca ausentes.  A alternância equilibrada entre ação e reflexão deve permear todo o tempo da vida. Quando se fala em ritmo/estímulo também deve-se buscar equidade, pois se o ritmo for em descompasso ao estímulo proposto, certamente haverá desperdício de tempo ou de conteúdo.  Manter a mente ativa independe da atividade, e não existe o contrário disso para o ser humano, isto é a inatividade, pois quando a inatividade ocorrer para nós, deixamos de ser. 

Atividade artística realizada nas férias escolares

E, em se falando de rotina: uma palavra dura, que remete ao monótono, ao enfadonho, a mesmice. Em primeira análise, rotina lembra algo mecânico e bem chato. No entanto, precisamos compreender que rotina significa seguir uma rota e segue uma rota quem tem um norte, um objetivo para se alcançar, tem rotina quem compreende que seguir uma estrada não significa ver todo dia a mesma paisagem, pois o dia e a noite se alternam, bem como as estações do ano modificam o que se pode avistar ao longo do caminho. 

A rotina nada mais é que um atalho, um catalizador de sonhos, se eu quero chegar ao meu destino, a estrada, com segurança, pode me conduzir até ele, assim é a rotina. Eu posso fazer dela algo diferente, mas essa diferença estará dentro de mim, encarando que para eu poder criar novos caminhos, descobrir novas rotas preciso aprender com aquelas que já foram abertas. A rotina deve ser encarada como forma de alternância e não de repetição sem significado. Fazer com que os filhos prestem atenção nos detalhes, certamente contribuirá para encararem que a rotina não seja enfadonha, mas sim sutil, eu percebo que o jardim da escola pode estar diferente, que o cabelo dos amigos pode ter mudado, que o perfume da professora pode ser outro, ao mesmo tempo que eu reencontro a segurança de manter as amizades que conquistei, o conhecimento que tenho sobre as coisas e principalmente a conservação do sentimento de pertença.   

É importante que se reserve um tempo para a reorganização e quando se trata disso, compreendo que deva fazer parte da reorganização a própria reafirmação ou ruptura do que já estava sendo feito ou minimamente que seja uma revisão dos tempos e formas de como lidamos como o cotidiano dos tempos de aula. Os pais sejam primeiramente modelos inspiradores para seus filhos, mas não só modelos, mas sim integradores de um tempo onde não só os filhos, mas toda família, se reúne para uma atividade comum: planejar o segundo semestre, de forma que com tranquilidade e tempo suficientes possam fazer desde um simples arrumar de armários até mesmo uma reforma daquela planilha do cotidiano que habitualmente fica pregada na porta da geladeira. 

Arte realizada pelos estudantes durante as férias escolares

Por Prof. Roberto Belmonte Júnior – Pedagogo e Diretor Pedagógico do Ensino Fundamental no Colégio Stocco desde 2009 com formação em Administração Escolar, Filosofia, Filosofia da Educação, Didática e Sociologia da Educação.