Conheça os impactos físicos e emocionais provocados pelo isolamento social nos ambientes virtuais.



O isolamento alterou a forma como organizamos a vida e a nossa rotina diária trazendo muitos desafios, tanto em questões pessoais e emocionais quanto no campo profissional. Veja a seguir os impactos causados em nossas rotinas e como os cuidados com exercícios, alimentação e ciclo do sono são importantes para a saúde física e emocional.

O isolamento social é a principal estratégia recomendada pelas autoridades de saúde para o enfrentamento do novo coronavírus, agente causador do Covid-19. Esse isolamento alterou a forma como organizamos a vida e a nossa rotina diária trazendo  muitos desafios, tanto em questões pessoais e emocionais quanto no campo profissional. 

Com data final ainda desconhecida em nosso país, a quarentena trouxe, além de incertezas, a impossibilidade de contato físico, obrigando os seres humanos a estabelecerem relações virtuais, seja no âmbito familiar, escolar e até mesmo no trabalho. Isso implica muitas vezes em dificuldade de organizar rotinas saudáveis que respeitem o tempo de dedicação ao serviço, alimentação balanceada, práticas de exercícios físicos, estabelecimento de contato com as pessoas e o respeito ao ciclo do sono.

O excesso de preocupação com nossa saúde física e de nossos familiares, instabilidade financeira e profissional, são alguns dos pontos que devem ser considerados e não desprezados em uma situação de caos como essa que o mundo vive atualmente. 

Sentimentos como insegurança, medo, tristeza e incerteza geram em nosso emocional uma grande sobrecarga. Estamos vivenciando uma situação anormal, por isso, muitos desajustes psicológicos e emocionais são considerados normais diante de tudo isso.

Uma pesquisa realizada pela University College London, mostrou que pessoas mais velhas estão lidando melhor com a tensão mental e emocional causada pelo isolamento social. O estudo foi conduzido com 60.000 pessoas de diversos países, inclusive no Brasil. 

Indivíduos acima dos 40 anos relataram realizar mais exercícios do que as faixas etárias inferiores, e apesar dos desafios tecnológicos enfrentados, a pesquisa destacou que a idade traz maior capacidade de organização e respeito às rotinas diárias para o enfrentamento dos efeitos negativos da pandemia.

Hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios combatem os problemas das crises do isolamento

Como forma de contribuir para melhora da qualidade de vida, é essencial estabelecer uma rotina alimentar com horários apropriados para as refeições, assim como uma nutrição equilibrada.

Criar novos hábitos alimentares focando em uma alimentação rica em nutrientes, e não em calorias, melhora a imunidade e a proteção às viroses, como o Covid-19. Mudanças positivas como evitar os alimentos altamente processados, com muito sódio, gorduras, excesso de açúcar e os ricos em farinha branca, que só prejudicam nosso organismo, deixando-o mais exposto às doenças e carente de nutrientes.

Além da alimentação, é fundamental que, entre os inúmeros compromissos virtuais, a pessoa estabeleça momentos para a prática de alongamentos e exercícios físicos. Isso promove a liberação de hormônios como a somatotrofina (GH) que auxilia na manutenção ou perda de peso, insulina e glucagon que contribuem para o controle da glicemia e a endorfina, considerada um analgésico e relaxante natural, melhorando a tensão muscular e a circulação sanguínea,  controlando a pressão arterial. 

Outra consequência benéfica é a redução nos níveis de cortisol no organismo, evitando inflamações e estimulando a atividade do sistema imunológico, fatores esses que colaboram ao combate do Covid-19.

Os impactos no ciclo do sono causados pelo isolamento e o uso excessivo de eletrônicos

Ao cuidar desse conjunto emocional, nutricional e fisiológico, estamos contribuindo ainda para a regulação do sono. O ciclo sono-vigília é um ritmo circadiano, ou seja, ajustado em  24 horas, que é regulado com fatores ambientais. 

Muitos acontecimentos podem influenciar essa regulação, como a alternância do dia-noite (claro-escuro), os horários escolares, os horários de trabalho, horários de lazer e as atividades familiares. Além dessa sincronização ambiental, também é gerado e regulado endogenamente por estruturas neurais. 

Em condições normais, todos nós precisamos de uma regularidade no padrão do ciclo sono-vigília, infelizmente, no momento atual, muitas mudanças são antagônicas ao processo de sincronização do ciclo sono-vigília.

O cotidiano e a rotina são fundamentais para manter um sono regulado e de qualidade. A mudança para o ambiente virtual, somada à falta de horários rígidos e regulares de acordar, tomar café da manhã, estudar, almoçar, brincar, trabalhar e dormir podem contribuir para uma piora na qualidade do sono, gerando um atraso de fase, diminuindo as horas de produtividade durante o dia e provocando episódios de ansiedade.  

Além disso, a utilização dos aparelhos eletrônicos para o trabalho, estudo e relações sociais aumentaram substancialmente. O tipo de luz emitida pelas telas dos monitores modifica os padrões de liberação do hormônio melatonina, responsável por alertar ao corpo que está na hora de dormir. 

Essa claridade e desbalanço hormonal afeta diretamente nosso relógio biológico e a percepção do cérebro de que é noite ou dia, prejudicando a qualidade do sono. Os conteúdos visualizados também podem estimular o psicológico, alocando a atenção aos diversos interesses, deixando o relaxamento e o sono de lado. Desta forma, as pessoas sentem dificuldade para “desligar” e conseguir dormir.

Sua saúde mental também depende de um bom ciclo de sono

Estudos apontam para uma interação entre o sono, o comportamento emocional, a ansiedade e o bem-estar físico. Pode ocorrer a perda no engajamento de atividades diárias, falta de energia, flutuações de humor (irritabilidade, tensão, confusão e ansiedade) e redução no desempenho em tarefas que exigem atenção e concentração. 

O sono também está relacionado ao aprendizado, à consolidação das memórias e ao que chamamos de “faxina cerebral”: a limpeza de toxinas e detritos derivados do metabolismo neural.

Todos os fatores mencionados levam a um desequilíbrio do corpo que, por sua vez, pode enfraquecer o sistema imunológico, dificultando o combate às doenças. Dessa maneira é fundamental que nos momentos de trabalho e estudo remotos, todos estejam alertas à rotina. Os efeitos do isolamento social em nossas vidas podem ser amenizados com hábitos diários que privilegiem a saúde mental e física.

Dicas importantíssimas para diminuir os efeitos negativos do isolamento social: 

Algumas dicas podem ajudar:

  • Estabelecer uma rotina nas tarefas diárias, saia do quarto, troque de roupa e crie planos diários, mesmo que isso implique na adequação aos planos e metas.
  • Mantenha-se ativo com um plano de prática de exercícios dentro de casa, auxiliando a liberação de hormônios que promovem melhor circulação sanguínea, redução da ansiedade e diminuição do stress, além de beneficiar o ciclo do sono saudável.
  • A dica de fazer algumas pausas e atividades durante o expediente vale também para o home office. Faça algumas coisas em pé, arrume motivos para caminhar, alongue-se, cuide da sua postura, faça uma pausa quando necessário e não se esqueça: evite ficar muito tempo sentado.
  • Siga uma alimentação colorida e variada. Podemos melhorar nossos hábitos alimentares focando alimentos naturais ricos em nutrientes, como verduras, leguminosas, frutas e fontes ricas de proteínas.
  • Fique atento ao “ciclo do claro e escuro”: fique acordado durante o dia e durma durante a noite. Além de evitar o uso de eletrônicos antes de dormir para que o cérebro garanta uma noite de sono reparadora, priorizando funções vitais, regenerando o corpo, a imunidade e as reservas de energia.
  • Para diminuir o estresse, aposte em alternativas que sirvam como refrigério, por exemplo conversar com alguém de confiança de maneira a reconhecer seus medos e aflições. Fazer uso da tecnologia para manter-se próximo, mesmo que virtualmente, daqueles que você ama. 
  • Controle o volume de informações consumidas e as horas passadas em frente ao celular ou computador e nas redes sociais. Procure informações confiáveis sobre o momento que estamos passando, como o site da Organização Mundial de Saúde. 
  • Equilibre as horas passadas em frente a telinha com atividades prazerosas, como ouvir música, ler um livro, arrumar e renovar ambientes da casa, fazer artesanato, experimentar uma nova receita etc. Exercícios de conscientização respiratória e de meditação também podem ajudar.

Sugestões de materiais complementares:

  • Saúde mental e atenção psicossocial em meio a pandemia, Fiocruz, link:

https://www.fiocruzbrasilia.fiocruz.br/wp-content/uploads/2020/04/Sa%c3%bade-Mental-e-Aten%c3%a7%c3%a3o-Psicossocial-na-Pandemia-Covid-19-recomenda%c3%a7%c3%b5es-gerais.pdf

  • Cartilha Associação brasileira de sono: Semana do sono 2020, link:

http://www.semanadosono.com.br/assets/cartilha_semana_sono_2020.pdf

  • Guia alimentar  para o população brasileira, Ministério da Saúde, link:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf

  • Alimentos que auxiliam na manutenção da saúde, link:

http://www.cepe.usp.br/?tips=nutricao-e-habitos-saudaveis-em-tempos-de-pandemia

Referências

GASPAR, S., Moreno, C., & Menna-Barreto, L. 1998. Os plantões médicos, o sono e a ritmicidade biológica. Revista da Associação Médica Brasileira, 44, 239-245.

GRAZIANO, José. Análise dos hábitos alimentares da população brasileira ao longo do isolamento social em decorrência do COVID-19. FIOCRUZ Brasília.

HOLMES, Emily A. et al. 2020. Multidisciplinary research priorities for the COVID-19 pandemic: a call for action for mental health science. The Lancet Psychiatry.

MENDELSOHN, Andrew R.; LARRICK, James W. 2013. Sleep facilitates clearance of metabolites from the brain: glymphatic function in aging and neurodegenerative diseases. Rejuvenation Research, v. 16, n. 6, p. 518-523.

NOTOMI, Eduardo Hideaki. Influência da luz azul sobre o sono. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

PERES, Patricia Prado Dias. Nutrição e hábitos saudáveis em tempos de pandemia. 2020. CEPEUSP – Orientação nutricional e programa de emagrecimento – Universidade de São Paulo.

ZHANG, Yingfei; MA, Zheng Feei. 2020.Impact of the COVID-19 pandemic on mental health and quality of life among local residents in Liaoning Province, China: A cross-sectional study. International journal of environmental research and public health, v. 17, n. 7, p. 2381.

Conheça a abordagem do Colégio Stocco para o Ensino remoto em tempo de Covid-19



COVID-19 é o maior desafio sem precedentes na História da Humanidade, após a Segunda Guerra Mundial e para a área educacional não seria diferente. Por isso, a Professora Dra. Jozimeire, diretora-geral, apresentará uma breve abordagem sobre os desafios do isolamento social e a proposta de Ensino Remoto do colégio às famílias stoqueiras já alinhadas às orientações de órgãos competentes, a fim de enfrentarmos juntos este tempo adverso.

A sociedade foi impactada e as instituições escolares, inclusive dos primeiros anos da Educação Básica, tiveram que alterar o jeito de dar aula. O que antes era um trabalho essencialmente presencial, passou a ser virtual, a partir da determinação de órgãos governamentais sobre a necessidade do isolamento social, com o objetivo principal de conter a propagação do vírus.

Nesse sentido, a modalidade de Ensino a Distância, mais conhecida como EAD, passou a ser mencionada intensamente de um momento para o outro. Historicamente, não se sabe exatamente quando ela surgiu no mundo. Contudo, há registros de que em 1728, Caleb Phillips, um professor que atuava em Boston, oferecia um curso de taquigrafia (uma técnica para escrever à mão de forma rápida, usando códigos e abreviações), com materiais que ele enviava semanalmente via Correios. No Brasil, o surgimento ocorreu no século XX, com o Instituto Rádio Técnico Monitor em 1939 e em 1946, com o Instituto Universal Brasileiro, com a proposta de formação técnica para os profissionais trabalharem nas indústrias.

Com a exigência do isolamento social, as escolas tiveram que iniciar um processo de transformação muito rápido a fim de que a continuidade dos estudos fosse viabilizada. Desse modo, ocorreu um acentuado uso de estratégias possibilitadas pelas tecnologias, antes utilizadas num percentual menor do que o atual.

Mas afinal, o que diferencia a modalidade de Ensino Presencial do Ensino Remoto?

O Ensino Presencial é aquele em que a Proposta Pedagógica é vivenciada por meio de várias práticas elaboradas pela equipe docente e gestora e que acontece nos espaços diversificados da escola (terceiros educadores), onde o contato e a interação entre estudantes e professores é constante, predominante e essencial para o desenvolvimento de habilidades, competências e a construção de conhecimento por parte dos alunos.

Além do mais, de acordo com o Regimento Escolar, para ser aprovado, o estudante precisa ter frequência igual ou superior a 75% da carga horária estabelecida pelo Colégio.

No que diz respeito ao Ensino a Distância, há maior flexibilidade dos horários, e a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias da informação e comunicação.

Estudantes e professores, que não estão no mesmo ambiente físico, utilizam inúmeras possibilidades além dos livros para expandir o conhecimento.

Diante de um “novo fazer pedagógico” as escolas tiveram que refletir sobre quais ações adotar, que incluem flexibilidade para as alternâncias que se apresentam no cotidiano e, principalmente, atentar às orientações advindas da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura-UNESCO e as do Ministério da Educação-MEC.

Estas organizações divulgaram, recentemente, orientações que compõem um plano de ação para amenizar os impactos do COVID-19 e autorizaram todos os segmentos da Educação Básica que substituíssem as aulas presenciais por aquelas que utilizem recursos tecnológicos e de comunicação, com o objetivo principal de dar continuidade aos estudos.

Algumas das importantes orientações da UNESCO para o Ensino remoto.

Com o intuito de contribuir com as Instituições, a UNESCO, em Paris, realizou uma reunião de emergência com ministros da Educação para partilhar estratégias e respostas que asseguram a continuidade do ensino apesar das ameaças do COVID-19.

Em 10 de março de 2020, a Unesco fez recomendações sobre Ensino a Distância, que adotamos para o nosso cotidiano no Stocco, tais como:

1) Analisar as melhores ferramentas de acordo com o serviço de comunicação da área em que a escola está localizada, bem como as condições dos alunos e professores.

2) Ter atenção à segurança e proteção dos dados.

3) Priorizar os desafios psicossociais em relação aos educacionais, mobilizando dispositivos que conectem as famílias e seus filhos, com os professores e equipe gestora.

4) Organizar um novo calendário durante a quarentena e após o retorno presencial, levando em consideração o período de paralisação dos estudos presenciais.

5) Apoiar a equipe docente e as famílias no uso das tecnologias.

6) Diversificar a metodologia a ser utilizada, assim como instrumentos disponíveis, evitando-se o uso de muitas plataformas diferentes.

7) Criar regras, compartilhá-las e avaliar as aprendizagens dos estudantes, entre outras.

Além disso, nesse contexto delicado em que vivemos, o Conselho Nacional de Educação-CNE divulgou o Parecer 5/2020, que inclui as normas que as instituições precisam atender e incluiu a Educação Infantil. Assim, para que as ações pedagógicas sejam condizentes com o que está prescrito, nesse Documento, a terminologia mais adequada a ser empregada é Ensino Remoto, pois o a Distância, pressupõe que o estudante tenha a capacidade de gerenciar seu próprio aprendizado.

Os desafios do Ensino Remoto

No contexto atual, há questões que precisam ser ponderadas para se fazer implementações que envolvem tanto a escola como a família dos estudantes: “Quem serão os responsáveis pela orientação e acompanhamento dessas atividades remotas?”, “As famílias têm tempo de conciliar suas tarefas, home office e acompanhamento aos estudantes?”, “Todas as famílias estão em home office?”, “Como executar os planejamentos para que as crianças e jovens avancem nos estudos?”, “O que é possível propor?”.

Ao fazermos nossas propostas, a equipe pedagógica analisa e elabora atividades que sejam de fácil compreensão para os adultos que supervisionam as crianças e para os nossos jovens. Também reforçamos em nosso processo remoto, hábitos de estudos que valem para o dia a dia, tanto presencial como para o Remoto, e ressaltamos a necessidade de se destinar regularmente um período para a realização das atividades e estudos em ambiente tranquilo e organizado.

Para a Educação Infantil, seguindo os preceitos do Parecer 05/2020, desenvolvemos materiais de orientações às famílias, com atividades educativas de caráter lúdico, recreativo, criativo e interativo para serem realizadas com as crianças em casa, enquanto durar o período de emergência, garantindo, assim, atendimento essencial e evitando retrocessos cognitivos, corporais (ou físicos) e socioemocionais. Nesse período é importante que crianças pequenas obtenham apoio e supervisão da família.

Para os anos iniciais do Ensino Fundamental, desenvolvemos roteiros práticos e estruturados para que a família acompanhe a resolução de atividades pelas crianças. Já nos anos finais do Ensino Fundamental, as atividades construídas estão em consonância com as habilidades e competências preconizadas pelas áreas de conhecimento na BNCC.

Dez recomendações aos nossos estudantes para o melhor aproveitamento das aulas remotas

1) Organizar um espaço para ser o seu local de estudo e evitar lugares com muito ruído, com sol em demasia, que seja muito escuro ou que funcione como passagem de pessoas. Assim manterá o foco nos estudos.

2) Providenciar, com antecedência, o material que usará numa determinada aula.

3) Preparar-se para as aulas do dia seguinte, organizando espaço, equipamento e materiais. 

4) Realizar a revisão do conteúdo, quando necessário.

5) Interagir durante as aulas síncronas, lembrar que cada pessoa tem um jeito de aprender e que é momento de cada um desenvolver a empatia. Coloque-se no lugar do colega e aguarde a sua vez para dar uma opinião, fazer uma pergunta etc.

6) Assistir as videoaulas quantas vezes for preciso.

7) Acessar os links encaminhados para aprofundamento nos estudos.

8) Buscar variadas fontes de informação.

9) Ler os livros indicados pelos professores.

10) Aproveitar o momento para aprender a estudar de um jeito novo ou descobrir novas maneiras de interagir.

Ensino Remoto também é oportunidade de inovação e aprendizagens

A situação de ensinarmos usando as ferramentas que temos disponíveis, assim como “a utilização de ambientes virtuais, é a oportunidade de respeitar diferentes formas de aprender e viver juntos (…). Este aprender juntos envolve colaboração e cooperação entre os sujeitos da comunidade”, conforme afirma Scherer (2007).

Em decorrência desse cenário que estamos vivendo, embora potencialmente modificador de um status que não havíamos cogitado, há, na educação, possibilidades de novas práticas, aprendizagens e ponderação sobre a metodologia de ensino para a qual estávamos colocando em prática com a finalidade de inovarmos o jeito de ministrar as aulas para promover aprendizagens.

 Ter que ensinar de maneira remota também ampliou nossa percepção e trouxe descobertas de recursos e alternativas para ensinarmos e atrairmos a atenção de quem está do outro lado da tela, assim como um constante repensar sobre se o estudante está ou não aprendendo, que é o que mais importa nesse processo.

Os conteúdos precisam ser relevantes e significativos, ou seja, o que se planeja ensinar precisa ser transformador e conceber que o sujeito que aprende venha a ser autônomo, crítico e criativo.

Portanto, como instituição escolar, examinar criticamente os conhecimentos que advém do ensino presencial ou remoto, sem menosprezos e nem supervalorizações, mas de escolhas e práticas que incorporem o que melhor atenda nesse tempo e espaço histórico, tecnológico, político, econômico, social e de saúde é algo premente para a formação cidadã.

Referência Bibliográfica: SCHERER, S. O Ensino e a Aprendizagem na Graduação: um processo híbrido presencial/virtual.

Adaptação escolar na Educação Infantil – que processo é esse?



Início de ano escolar.

E lá vamos nós juntas nessa caminhada.

Família e Escola!

É isso que faz toda a diferença.

Para algumas, essa é a primeira vez que o (a) seu (sua) filho (a) estuda conosco. Para outras, um novo ano escolar, com pessoas ainda desconhecidas, novos coleguinhas e professores com os quais ele (ela) não convivia.

Isso gera expectativas…

Seja qual for o motivo, fazer com que esse momento seja o mais tranquilo possível exige de nós algumas atitudes para garantir que tudo transcorra bem.

A adaptação é de todos. Ela é um momento especial e varia de criança para criança. Por essa razão, é muito importante que cada família demonstre interesse pelas propostas realizadas, participe das reuniões, questione o que for preciso e, sobretudo, confie em sua intuição e no Stocco.

E como ter um bom ano escolar?

Como mais uma contribuição, resolvemos nesse texto compilar orientações com o intuito de colaborar para que 2020 comece bem e seja um ano de boas vivências, convivências e muito aprendizado. Afinal, nos planejamos para isso e fomos escolhidos como a escola de seus filhos.

  1. Converse com a direção, com a coordenação e com os professores para conhecer a rotina e ouvir as orientações sobre essa fase. Questione tudo o que quiser saber. Todas as perguntas são importantes.
  2. Exponha sobre as suas expectativas em relação ao trabalho que será desenvolvido.
  3. Evite que a criança falte à escola. Comparecer todos os dias contribuirá para a formação do hábito.
  4. Converse com ela diariamente sobre as vivências que ela terá e procure desenvolver o hábito de pontualmente comentar sobre algo que você gosta da escola que a família escolheu. Um espaço, uma atividade etc.
  5. Transmita segurança de que fez a melhor escolha sobre onde deseja que ela estude.
  6. Não ceda aos choros e à resistência. Insista para que permaneça na escola. Isso contribuirá para a formação do vínculo e para a aquisição de segurança por parte dela. Se possível, fique na instituição ou peça para um parente fazer isso. Nesse comecinho estamos estabelecendo vínculos e o apoio de alguém da família é muito importante.
  7. Quando se ausentar do espaço escolar, avise-a que sairá por um instante, mas que retornará. Sumir do campo visual dela só gerará insegurança.
  8. Evite demonstrar medo e preocupação e não chore na frente dela, pois poderá entender que há algo errado naquela situação. Você também está em adaptação. Que tal falar conosco sobre suas angústias em relação ao que está acontecendo?
  9. Esteja atenta às reações dela. Isso é de extrema importância. Se perceber que algo a incomoda ou incomoda você, compartilhe conosco.
  10. Confiança na relação família/escola é algo a ser construído diariamente. Portanto, paciência durante o processo de adaptação.
  11.  A familiaridade ao ambiente escolar acontece aos poucos. Por essa razão, a criança precisa perceber que há afinidade entre a família e a escola. Forneça para nós todas as dicas que contribuirão para que ela sinta que há proximidade nos gestos de quem faz a troca de fraldas e oferece a alimentação, por exemplo. Não conseguiremos reproduzir na íntegra, mas a partir do momento em que sabemos um pouco mais da sua criança, conduziremos essas situações de maneira a deixá-la confortável e confiante.

O Stocco é a escolha certa!

Cada criança tem o seu tempo de adaptação e junto com a família conseguiremos demonstrar o quanto nossa escola é a escolha certa para ela.

Aos poucos, ao longo de toda a educação básica, aqui ela terá: espaços de aprendizagem diferenciados, convivência intensa com a natureza, colocará a mãozinha e o pezinho na terra, na areia, na grama, fará plantios e colheitas, descobrirá que aprender e construir conhecimentos acontece de maneiras distintas, que respeitamos o meio ambiente, que somos uma escola sustentável e, portanto, atenta à preservação do meio, que as aulas são impulsionadas pela tecnologia, com o uso de ferramentas digitais, que os educadores respeitam o ritmo dela e que conhecimento e afetividade caminham juntos.

Professora Dra. Jozimeire Angélica Stocco de C. N. da Silva
Diretora-Geral das Unidades 1, 2 e 3, Diretora Pedagógica da Unidade 1, Pós-doutorado e Doutorado em Educação pela PUC/SP, Mestra em Educação, Especialista em Educação Infantil.

Estimular a Arte na educação: qual a importância?



Mas afinal, o que é Arte?

A arte é uma forma poética e sensível de expressar as emoções. Além de colaborar na formação do indivíduo, o torna crítico e reflexivo. Possibilita um diálogo com quem a observa, cria situações que podem se tornar desafiadoras para o apreciador e, algumas vezes, ao olhar a composição, consagra-se uma reflexão sobre o significado da arte.

Contudo, a arte está ligada também aos fatores históricos e sociais, dialogando ativamente com nossa sociedade e acompanhando a evolução do homem, criando os estilos de época.

A Arte na educação e no currículo escolar do Colégio Stocco

Em 1988, ano da nossa atual Constituição Federal, em meio a discussões sobre educação, a Arte sofreu riscos de ser excluída do currículo escolar, fator que levou educadores da área a organizarem manifestações a fim de garantir a permanência do estudo das artes nas escolas. Independente do fato, desde sua fundação, o Stocco sempre valorizou a disciplina assim como seus profissionais altamente qualificados.

Muitas vezes, o primeiro contato com as artes é na escola. No Colégio Stocco, o estímulo para esse estudo sempre foi um dos pontos primordiais para que os estudantes sejam protagonistas no processo de artístico, estimulado pelos educadores a terem a liberdade de expressão de maneira plena em dança, música, teatro e artes visuais.

A forma de ver ou fazer arte revela a compreensão que temos do mundo. O Colégio Stocco valoriza a diversidade de saberes e vivências culturais estimulando a liberdade, autonomia, criticidade e responsabilidade alinhadas à cidadania.

As Ciências Humanas aplicadas no Colégio Stocco



O estudo do ser humano no tempo e no espaço é a premissa das ciências humanas. O homem é um ser histórico e cultural, e com seu trabalho é capaz de modificar a natureza de acordo com suas necessidades e desejos, relacionando-se com ela e com seus semelhantes. Essas relações promovem mudanças espaciais, sociais, econômicas, políticas e culturais aptas a humanizar ou desumanizar a nossa espécie.

Nesse sentido, aprender História, Geografia, Filosofia, Antropologia e Sociologia possibilita as transformações necessárias para uma sociedade igualitária. Em outras palavras, sua função transcende o ensino de conceitos e conteúdos e deve colaborar para formar pessoas capazes de impactar a sua comunidade, por meio de uma postura ética e civilizada.

Esse movimento inicia-se no Colégio Stocco desde a Educação Infantil e amplia-se no Ensino Fundamental II, quando o adolescente já tem a capacidade de reflexão e abstração sobre si mesmo e os acontecimentos sociais.

Como ensinamos Ciências Humanas no Stocco?

Nossos Stoqueiros são estimulados a reconhecer a relação existente entre o fato, os agentes históricos e o tempo. E também a compreender as motivações e as consequências das ações dos indivíduos, a partir da leitura de notícias, livros, artigos, vídeos, documentos, obras de arte, vivências em estudos do meio, debates, seminários entre outras estratégias de ensino, para entender que a interpretação de um contexto pode assumir faces distintas.

Quais atividades relacionadas à Ciências Humanas o estudante desenvolve no Stocco?

Desenvolvemos diversas atividades relacionadas às diferentes competências: o Projeto Brumadinho, com a simulação da barragem no espaço Maker; Debate: “O que a Revolução Francesa tem a ver com você?”; Palestras com diversos  profissionais, como o geógrafo e professor Ricardo Alvarez, a deputada federal Tabata Amaral e o diretor e ator Paulo Betti, além da criação de jogos, com o recurso da gamificação, para aprender sobre o contexto geopolítico da América.

O processo de ensino e aprendizagem é desenvolvido por meio da mediação do conhecimento, efetivada de maneira intencional pelo professor, com o objetivo primordial de favorecer o protagonismo do estudante nesse percurso, a fim de formar cidadãos com pensamento crítico e autônomos.

Colégio Stocco: uma escuta atenta que une de maneira afetiva a escola, os estudantes e as famílias


Orientação Ensino Fundamental

No Colégio Stocco, que tem como compromisso formar pessoas para enfrentar os desafios do século XXI, desenvolvendo-as nos âmbitos intelectual, físico, social e afetivo, a Orientação Educacional realiza orientação personalizada do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

Em um trabalho conjunto à direção e à coordenação pedagógica, essa profissional compõe a equipe gestora, sendo engajada na formação integral dos estudantes, com foco na relação entre educandos, famílias e docentes. A ação da Orientação Educacional está centrada no atendimento às crianças e adolescentes, fundamentalmente, e no auxílio aos responsáveis e professores, que atuam como parceiros à promoção de diversas habilidades e competências.

O contato da gestora com nossos Stoqueiros é frequente tanto em sala de aula quanto fora dela. O foco dessa interação é a formação da identidade deles, com o objetivo de torná-los cada vez mais responsáveis pelo próprio processo de aprendizagem e para que avancem na construção de atitudes para uma boa convivência em grupo.

Em relação aos pais, a sinergia torna-se um elo com a escola, mantendo comunicação constante, respeitando suas concepções e, oferecendo estratégias que favoreçam a evolução dos jovens e crianças, a fim de que compreendam os princípios subjacentes à tarefa educativa.

O principal objetivo desse trabalho é que nossos Stoqueiros reconheçam qual sentido atribuem ao estudo na dinâmica da sua própria aprendizagem. Aproximá-los da ideia de que o tempo e o espaço da aprendizagem não são somente o tempo e espaço da escola, promovendo reflexões a partir dos temas: planejamento, gestão do tempo, autoavaliação, tomada de decisão e organização. 

A formação almejada para os meninos e as meninas requer uma postura humilde (que reconhece o desafio e sai em busca de instrumentos para vencê-lo), responsável (aquele que assume o papel de buscar o que se deseja conhecer), reflexiva (relaciona conhecimentos anteriores, analisa as informações, revisita o caminho percorrido etc.) e curiosa (que lança perguntas e que se inquieta).

Escola Bilíngue? International School? Programas Especiais? O que escolher na hora de aprender idiomas?



Veja a seguir o que é Escola Bilíngue, International School e Programas Tradicionais de Idiomas. Entenda as diferenças e conheça o programa diferenciado do Colégio Stocco para o ensino de línguas estrangeiras.

A necessidade imediata de inclusão no mundo globalizado tornou urgente o aprendizado de línguas estrangeiras e isto fez surgir muitos e diferentes programas de ensino de idiomas. Mas como saber qual o melhor?

O que são escolas bilíngues?

Escolas bilíngues são aquelas que proporcionam aos seus estudantes as competências necessárias para usar duas ou mais línguas em situações acadêmicas, ou seja, usa o idioma como instrumento para aprender outros conteúdos.

Este tipo de escola deveria trabalhar com pelo menos 50% de sua grade curricular utilizando a língua estrangeira como ferramenta para ensinar conteúdos.

Matemática, ciências humanas, naturais, tecnologia e artes são as matérias mais trabalhadas pela dinâmica bilíngue e isto deve acontecer sem prejuízo ao conteúdo obrigatório.

Para que isso seja possível a carga horária tem que ser estendida, o que muitas vezes não ocorre em nossa realidade.

No Brasil, a lei só reconhece como escolas bilíngues as escolas de fronteira, as escolas indígenas e escolas de surdos.

Escolas internacionais (International School)

Escola internacional ou international school é a instituição que utiliza como base o currículo, a proposta pedagógica e a língua do país de origem da escola.

Há alguns anos atrás, era muito comum que as escolas internacionais fossem frequentadas por filhos de pais estrangeiros, hoje, a opção de muitas famílias mudou e há cada vez mais crianças brasileiras nestas escolas.

Algumas escolas internacionais trabalham com o currículo nacional integrado ao estrangeiro e algumas matérias como Atualidades, História ou Geografia são dadas em português; outras incluem apenas Língua Portuguesa a seus currículos internacionais.

As escolas internacionais seguem o calendário de seus países de origem.

Tanto na escola internacional como na escola bilíngue, o inglês é apenas uma ferramenta de aprendizagem para novos conteúdos, já na escola de idiomas o inglês é o conteúdo a ser aprendido.

Escolas bilíngues e escolas internacionais são diferentes?

Por falta de regulamentação nacional, muitos modelos de escolas bilíngues foram criados, o que nem sempre garante um aprendizado em alto nível, como deveria.

As escolas bilíngues e as escolas interacionais se diferem quanto aos objetivos, às características de seus estudantes, ao tempo de instrução na escola usando as línguas envolvidas e às abordagens e práticas pedagógicas.

Assim, o que se torna relevante não é como a instituição se intitula, mas sim o nível de proficiência que o estudante irá atingir ao final do curso.

O programa de inglês do Colégio Stocco

Em vez de escolher um título, como as bilíngues e internacionais, o Colégio Stocco prefere investir esforços em um programa forte de aprendizado.

Para atingir melhores níveis de proficiência, nossos estudantes iniciam os estudos do idioma no Infantil 3 e ao chegarem ao 9º ano já estão utilizando material de ensino médio.

Para os estudantes do Infantil, respeitamos as especificidades do processo de aprendizagem, por isso criamos um ambiente lúdico, de ensino gradativo e práticas discursivas condizentes com sua realidade.

Procuramos envolver o aprendiz em um contexto rico de vivência na língua estrangeira, no qual o professor cria o máximo de oportunidades para que a língua esteja presente no cotidiano escolar.

Para o 1º e 2º ano, além destas praticas, iniciamos o processo de letramento.Trabalhando sempre com temas contextualizados, transformamos a aquisição da leitura e da escrita em um método prazeroso e criativo, sempre respeitando o tempo de aprendizagem desta faixa etária.

A partir do 3º ano, a estruturação da língua se faz presente e as quatro habilidades para o aprendizado de uma língua estrangeira são trabalhadas simultaneamente – ler, escrever, falar e compreender a nova língua.

Com a tecnologia disponível em todas as salas de aula, nossos estudantes estão expostos a vídeos, textos, jogos e às mais variadas e atualizadas estratégias de ensino.

O material de apoio do Colégio Stocco

Nosso material é importado, das mais renomadas editoras internacionais, o que garante maior qualidade dos áudios e vídeos, além de atualizações constantes, apoio de plataformas didáticas e treinamentos para nossos professores.

Ebooks também fazem parte do material, o que facilita ao estudante as práticas de listening e comprehension dentro e fora da sala de aula.

Espaços diversificados para as aulas

O dia a dia nossas aulas acontecem em diversos ambientes ampliando a exposição de nossos estudantes à língua: na Digital Land, no auditório, no Ateliê de Artes e no espaço Maker.

Participamos das apresentações de teatro do grupo The Performers, temos Day Camp com imersão total no idioma.

Para assegurar a prática efetiva do idioma, nossos alunos participam de intercâmbio internacional para destinos culturais diferenciados, como Escócia, York e Buckingham, e para o programa exclusivo da NASA, nos EUA.

Nível de proficiência do programa do Stocco

No último ano do ensino Fundamental II, nossos estudantes utilizam material de ensino médio – nível B2 no Common European Framework, o que significa que o estudante do 9º ano do Colégio Stocco estará apto a prestar os exames PET ou FCE de Cambridge.

Certificando nossa grade curricular, está a Universidade de Cambridge. Nosso colégio é centro preparatório dos exames da Cambridge e todo final de ano oferece os exames para nossos estudantes.

A certificação Cambridge abre caminho para a formação de nossos cidadãos globais, já que esses certificados internacionais são aceitos por mais de 20.000 universidades, empregadores e governos no mundo todo podem abrir as portas para a educação superior.

Parceria com a Red Balloon

Para aqueles que desejam acelerar ainda mais o processo de aprendizagem da língua, contamos com a parceria da Red Balloon.

A escola se destaca por oferecer o ensino de inglês por meio de atividades artísticas, culinária, teatro, música e muita cultura, que ajudam os estudantes a desenvolverem sua autonomia e autoconfiança.

O método Red Balloon oferece uma carga horária adequada para atingir a fluência no idioma, o material é exclusivo, e foi criado pensando em cada fase da criança e do adolescente entre 3 e 17 anos.

Por que aprender outros idiomas na infância é importante?

Diversos estudos internacionais nas áreas de Neurociências e Educação apontam para os benefícios da aquisição precoce da segunda língua.

Pesquisas mostram o desenvolvimento das funções executivas, indicando maior habilidade para planejamento, organização e execução de múltiplas tarefas, melhora na comunicação, mesmo na língua materna, maior desenvolvimento cognitivo, capacidade de pensar criticamente (especialmente High Order Thinking Skills) e consciência cultural.

Esses estudantes tendem a ser mais criativos e têm uma maior flexibilidade mental.

Outras pesquisas apontam para a acuidade auditiva, pois as crianças percebem os sons com mais facilidade e clareza e por ainda estarem desenvolvendo seu aparelho fonador, a habilidade de reproduzir esses sons com perfeição é muito maior que de um adulto falante.

O diferencial do Stocco é respeitar o ritmo e o desenvolvimento do estudante, oferecendo aulas dinâmicas e sempre utilizando ferramentas e ambientes diversificados para garantir a qualidade das aulas e de nosso programa.

O diferencial não é se intitular como escola bilíngue, mas sim garantir ao final do processo um inglês proficiente sem prejuízo aos demais conteúdos.

No Colégio Stocco o inglês conversa com todas as demais matérias, em projetos ou atividades comuns, desenvolvendo competências cognitivas e socioemocionais necessárias para a formação do cidadão global.

Confiram o vídeo abaixo:

Matemática não é problema!


Atividades em sala, desafios com muitos cálculos, provas com solução de problemas, grandes competições, Olimpíadas! Aprender Matemática pode causar muito medo por aí, mas não no Colégio Stocco.

No Stocco, o ensino da Matemática vai muito além de simplesmente encontrar resultados corretos para situações-problema e exercícios, por meio do uso de técnicas e fórmulas ensinadas por nossos docentes.

Centramos nosso trabalho no desenvolvimento da capacidade dos estudantes de resolver problemas, analisar dados e aplicar os conteúdos matemáticos em situações do cotidiano, dando significado ao que é aprendido e tomando atitudes criativas e inteligentes no dia a dia.

O currículo é organizado de tal forma que é possível revisitar os conteúdos, ampliá-los e aprofundá-los ao longo dos anos. Nenhum deles é visto como um fim em si mesmo! Não são apresentados de forma pronta nem mecânica. Há um processo, um percurso a ser seguido por estudante e educador, sendo que, nessa interação, se constrói o fazer matemático.

Várias estratégias de resolução, registros diversos, justificativas, estimativas, cálculo mental, diferentes possibilidades, selecionar informações, tomar decisões, construir argumentações são alguns dos princípios presentes em nosso ensino, que permitem o estudo dos diferentes objetos de forma dinâmica e o desenvolvimento das habilidades de pensamento.

Dessa forma, o conhecimento matemático é visto como uma ferramenta que contribui para ler, compreender e transformar a realidade, potencializando a aprendizagem de nossos estudantes e tornando-os ativos na escola e, também, fora dela.

Matemática forte é o que temos em nossa instituição!

Forte por tornar o estudante protagonista! Forte por significar e ressignificar conceitos e conteúdos aprendidos! Forte por ser dinâmica e construída com diferentes ferramentas e recursos tecnológicos. Forte por formar cidadãos aptos a tomar decisões inteligentes em situações financeiras. Forte por possibilitar a leitura e a interpretação de gráficos e tabelas, permitindo estimativas, inferências a partir de análise de dados, estratégias de resolução, argumentação e exposição de ideias. 

Muito mais que apenas conteúdos, a Matemática em nosso Colégio é considerada uma ciência viva, por meio da qual raciocínio lógico, autonomia e criatividade são fundamentais.

Copo descartável: seus impactos e suas alternativas



Diante de tantas informações e circunstâncias, qual importância de conscientizar nossos estudantes a zelar pelo meio ambiente?

Nos últimos anos, nos deparamos com situações melancólicas e com o descaso em relação ao planeta Terra.

Pensando nisso, nós do Colégio Stocco iniciamos a campanha contra o copo descartável dentro do nosso espaço escolar.

Sabemos que a tarefa é árdua! O costume e a praticidade dificultam a evolução do projeto, mas precisamos iniciar com a semente do bem.

Por que o Colégio Stocco trocou o copo descartável por copos individuais?

Em conversa com nossos estudantes, explicamos que o copo descartável é o resíduo sólido urbano de maior potencial para reciclagem no mundo. O Brasil produz cerca de 100 mil toneladas de copos plásticos por ano, mas, infelizmente, as práticas de descarte são inadequadas ao meio ambiente.  De acordo com o relatório do Programa da ONU, produtos plásticos, como talheres, copos e embalagens de comida, formam 80% do lixo marinho.

            Os copos de plástico descartáveis são produzidos a partir de poliestireno, componente derivado do petróleo, que é uma fonte não renovável de matéria-prima. Produtos fabricados a partir desse material não são biodegradáveis, fazendo com que o tempo no meio ambiente seja muito longo, levando mais de 450 anos para serem decompostos pela natureza.

Existe alguma alternativa? Várias, para a nossa sorte, e precisamos cada vez mais buscar por elas. Por isso, seguem algumas dicas abaixo:

  • Ande sempre com o seu copo reutilizável dentro da bolsa;
  • Seu copo reutilizável pode ser de inox, vidro, porcelana ou até de plástico durável;
  • Na escola, adote uma caneca ou copo para chamar de seu;
  • Na sua vida social, opte por copos duráveis. Caso o restaurante/lanchonete ofereça de plástico descartável, peça um de vidro e explique o motivo pelo qual você está fazendo esta troca, às vezes rende até uma boa conversa sobre o assunto.

Quer saber uma curiosidade?

Nos EUA, especificamente em Nova Iorque, já existem copos comestíveis. A fórmula é de gelatina, e se o consumidor não quiser comer, poderá adubar suas plantas.

Depois de todas essas informações, a reação dos estudantes com o Projeto nos surpreendeu. Percebemos que houve um engajamento com a proposta. Acreditamos que tudo seja uma questão de hábito e estamos no caminho certo para isso.

 

Usina fotovoltaica do Colégio Stocco



Uma iniciativa de produção e uso de bioenergia sustentável

Não há quem visite o Stoquinho e não se encante imediatamente com as belezas naturais conservadas no interior do seu ambiente: pomares, hortas, bosques, jardins, gramados e muito espaço de fruição.

É nesse espaço natural que a aprendizagem acontece e logo a criança está explorando, pesquisando, aprendendo e desenvolvendo o seu pensamento. Acreditamos que o meio favorece e estimula o conhecimento, alimentando o desejo natural em aprender.

Os sentidos são aguçados no Stoquinho e, junto deles, novas percepções associam-se à inteligência dos estudantes, dos professores, dos funcionários, dos dirigentes…

A luz do verão traz tanto brilho nos espaços gramados que no passado inspirou Dona Nena, cofundadora do Colégio Stocco, a compor diversos poemas sobre a natureza, sobre o sol, sobre as flores. Esses poemas sussurraram ideias à nova geração stoqueira; e belo dia… um insight: – Com tanto espaço e sol, por que não gerar a própria energia elétrica e tornar-se autossustentável? 

Acreditamos que seja possível contribuir para a proteção do planeta, gerando e consumindo bioenergia sustentável. Tendo tomado como referências o Acordo de Paris e a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira, das quais têm como objetivo o combate ao aquecimento global, propusemos o próprio engajamento no aumento da participação da geração e consumo de energia derivada de recursos renováveis e abundantes. Nossa opção foi investir de forma arrojada em energia solar.

A energia solar é proveniente da luz e do calor do sol, sendo considerada uma fonte de energia renovável e sustentável. Ela é aproveitada e utilizada por meio de diferentes tecnologias, tal como o aquecimento solar, a energia solar fotovoltaica, a energia heliotérmica e a arquitetura solar.

A Associação Nacional de Energia Elétrica – ANEEL expediu a resolução normativa 482/12 que estabelece as condições para acesso de microgeração e compensação de energia elétrica, favorecendo e encorajando o investimento em geração de energia elétrica pelo sistema fotovoltaico. O excedente de energia produzido, principalmente em época de férias escolares, feriados ou finais de semana, não é desperdiçado, nem tampouco são requeridos investimentos em baterias para armazenamento, haja vista que a sobra de energia é entregue à concessionária por meio da rede de distribuição pública de eletricidade, gerando créditos que retornam sem ônus no período que se fizer necessário.

A opção do Stocco foi construir uma usina fotovoltaica sobre a laje da Unidade 2 do nosso Colégio, pois havia condições imensamente favoráveis para sua instalação, tais como ausência de sombreamentos, irradiação solar face norte e as dimensões oportunas.

O processo de se obter energia elétrica por meio da luz solar é chamado fotovoltaico. A palavra “fotovoltaico” é um neologismo, justapondo-se o termo grego φως (fos) que significa “luz”, ao “volt” –  unidade de força eletromotriz. “Volt”, por sua vez, vem do sobrenome do físico italiano Alessandro Volta, inventor da pilha, finalizando com o sufixo latino “ico”, que exprime ideia de semelhança.

Fotovoltaico é definido por um efeito que se trata do surgimento de uma diferença de potencial nas extremidades de um material semicondutor, tal como o silício, do qual se produz energia elétrica pela retenção da luz. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental para esse processo.

Enquanto os combustíveis fósseis produzem poluentes, o processo de geração a partir do sistema fotovoltaico não emite gases nocivos à saúde que contribuem para o aquecimento global.

 

 

 

 

 

 

 

A usina visa reduzir em quase 100% os custos com energia elétrica das Unidades 1 e 2, conforme demonstra o gráfico:

A produção é gerada em corrente contínua, e um dispositivo chamado inversor converte a energia contínua em energia alternada. Acompanhe o esquema desenhado pela empresa Potenza de energia fotovoltaica, construtores da nossa usina:

Após a instalação de 157 painéis fotovoltaicos monocristalinos e o aparelho inversor, o último dispositivo a ser instalado é o medidor bidirecional, o famoso “relógio de luz” que, nesse caso mensurará não só o consumo, mas também a entrega de eletricidade à concessionária.

A usina fotovoltaica será estudada, a seu tempo, pelos nossos próprios alunos com seus professores, pois envolve conceitos em diversas áreas do currículo escolar, tais como física, matemática, geografia, entre outras.

É o Colégio Stocco fazendo sua parte para o bem do nosso planeta!

 

Para saber mais:

www.aneel.gov.br/geracao-distribuida

www.absolar.org.br/

www.mma.gov.br

                                                              INAUGURAÇÃO EM MARÇO