Conheça a abordagem do Colégio Stocco para o Ensino remoto em tempo de Covid-19



COVID-19 é o maior desafio sem precedentes na História da Humanidade, após a Segunda Guerra Mundial e para a área educacional não seria diferente. Por isso, a Professora Dra. Jozimeire, diretora-geral, apresentará uma breve abordagem sobre os desafios do isolamento social e a proposta de Ensino Remoto do colégio às famílias stoqueiras já alinhadas às orientações de órgãos competentes, a fim de enfrentarmos juntos este tempo adverso.

A sociedade foi impactada e as instituições escolares, inclusive dos primeiros anos da Educação Básica, tiveram que alterar o jeito de dar aula. O que antes era um trabalho essencialmente presencial, passou a ser virtual, a partir da determinação de órgãos governamentais sobre a necessidade do isolamento social, com o objetivo principal de conter a propagação do vírus.

Nesse sentido, a modalidade de Ensino a Distância, mais conhecida como EAD, passou a ser mencionada intensamente de um momento para o outro. Historicamente, não se sabe exatamente quando ela surgiu no mundo. Contudo, há registros de que em 1728, Caleb Phillips, um professor que atuava em Boston, oferecia um curso de taquigrafia (uma técnica para escrever à mão de forma rápida, usando códigos e abreviações), com materiais que ele enviava semanalmente via Correios. No Brasil, o surgimento ocorreu no século XX, com o Instituto Rádio Técnico Monitor em 1939 e em 1946, com o Instituto Universal Brasileiro, com a proposta de formação técnica para os profissionais trabalharem nas indústrias.

Com a exigência do isolamento social, as escolas tiveram que iniciar um processo de transformação muito rápido a fim de que a continuidade dos estudos fosse viabilizada. Desse modo, ocorreu um acentuado uso de estratégias possibilitadas pelas tecnologias, antes utilizadas num percentual menor do que o atual.

Mas afinal, o que diferencia a modalidade de Ensino Presencial do Ensino Remoto?

O Ensino Presencial é aquele em que a Proposta Pedagógica é vivenciada por meio de várias práticas elaboradas pela equipe docente e gestora e que acontece nos espaços diversificados da escola (terceiros educadores), onde o contato e a interação entre estudantes e professores é constante, predominante e essencial para o desenvolvimento de habilidades, competências e a construção de conhecimento por parte dos alunos.

Além do mais, de acordo com o Regimento Escolar, para ser aprovado, o estudante precisa ter frequência igual ou superior a 75% da carga horária estabelecida pelo Colégio.

No que diz respeito ao Ensino a Distância, há maior flexibilidade dos horários, e a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias da informação e comunicação.

Estudantes e professores, que não estão no mesmo ambiente físico, utilizam inúmeras possibilidades além dos livros para expandir o conhecimento.

Diante de um “novo fazer pedagógico” as escolas tiveram que refletir sobre quais ações adotar, que incluem flexibilidade para as alternâncias que se apresentam no cotidiano e, principalmente, atentar às orientações advindas da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura-UNESCO e as do Ministério da Educação-MEC.

Estas organizações divulgaram, recentemente, orientações que compõem um plano de ação para amenizar os impactos do COVID-19 e autorizaram todos os segmentos da Educação Básica que substituíssem as aulas presenciais por aquelas que utilizem recursos tecnológicos e de comunicação, com o objetivo principal de dar continuidade aos estudos.

Algumas das importantes orientações da UNESCO para o Ensino remoto.

Com o intuito de contribuir com as Instituições, a UNESCO, em Paris, realizou uma reunião de emergência com ministros da Educação para partilhar estratégias e respostas que asseguram a continuidade do ensino apesar das ameaças do COVID-19.

Em 10 de março de 2020, a Unesco fez recomendações sobre Ensino a Distância, que adotamos para o nosso cotidiano no Stocco, tais como:

1) Analisar as melhores ferramentas de acordo com o serviço de comunicação da área em que a escola está localizada, bem como as condições dos alunos e professores.

2) Ter atenção à segurança e proteção dos dados.

3) Priorizar os desafios psicossociais em relação aos educacionais, mobilizando dispositivos que conectem as famílias e seus filhos, com os professores e equipe gestora.

4) Organizar um novo calendário durante a quarentena e após o retorno presencial, levando em consideração o período de paralisação dos estudos presenciais.

5) Apoiar a equipe docente e as famílias no uso das tecnologias.

6) Diversificar a metodologia a ser utilizada, assim como instrumentos disponíveis, evitando-se o uso de muitas plataformas diferentes.

7) Criar regras, compartilhá-las e avaliar as aprendizagens dos estudantes, entre outras.

Além disso, nesse contexto delicado em que vivemos, o Conselho Nacional de Educação-CNE divulgou o Parecer 5/2020, que inclui as normas que as instituições precisam atender e incluiu a Educação Infantil. Assim, para que as ações pedagógicas sejam condizentes com o que está prescrito, nesse Documento, a terminologia mais adequada a ser empregada é Ensino Remoto, pois o a Distância, pressupõe que o estudante tenha a capacidade de gerenciar seu próprio aprendizado.

Os desafios do Ensino Remoto

No contexto atual, há questões que precisam ser ponderadas para se fazer implementações que envolvem tanto a escola como a família dos estudantes: “Quem serão os responsáveis pela orientação e acompanhamento dessas atividades remotas?”, “As famílias têm tempo de conciliar suas tarefas, home office e acompanhamento aos estudantes?”, “Todas as famílias estão em home office?”, “Como executar os planejamentos para que as crianças e jovens avancem nos estudos?”, “O que é possível propor?”.

Ao fazermos nossas propostas, a equipe pedagógica analisa e elabora atividades que sejam de fácil compreensão para os adultos que supervisionam as crianças e para os nossos jovens. Também reforçamos em nosso processo remoto, hábitos de estudos que valem para o dia a dia, tanto presencial como para o Remoto, e ressaltamos a necessidade de se destinar regularmente um período para a realização das atividades e estudos em ambiente tranquilo e organizado.

Para a Educação Infantil, seguindo os preceitos do Parecer 05/2020, desenvolvemos materiais de orientações às famílias, com atividades educativas de caráter lúdico, recreativo, criativo e interativo para serem realizadas com as crianças em casa, enquanto durar o período de emergência, garantindo, assim, atendimento essencial e evitando retrocessos cognitivos, corporais (ou físicos) e socioemocionais. Nesse período é importante que crianças pequenas obtenham apoio e supervisão da família.

Para os anos iniciais do Ensino Fundamental, desenvolvemos roteiros práticos e estruturados para que a família acompanhe a resolução de atividades pelas crianças. Já nos anos finais do Ensino Fundamental, as atividades construídas estão em consonância com as habilidades e competências preconizadas pelas áreas de conhecimento na BNCC.

Dez recomendações aos nossos estudantes para o melhor aproveitamento das aulas remotas

1) Organizar um espaço para ser o seu local de estudo e evitar lugares com muito ruído, com sol em demasia, que seja muito escuro ou que funcione como passagem de pessoas. Assim manterá o foco nos estudos.

2) Providenciar, com antecedência, o material que usará numa determinada aula.

3) Preparar-se para as aulas do dia seguinte, organizando espaço, equipamento e materiais. 

4) Realizar a revisão do conteúdo, quando necessário.

5) Interagir durante as aulas síncronas, lembrar que cada pessoa tem um jeito de aprender e que é momento de cada um desenvolver a empatia. Coloque-se no lugar do colega e aguarde a sua vez para dar uma opinião, fazer uma pergunta etc.

6) Assistir as videoaulas quantas vezes for preciso.

7) Acessar os links encaminhados para aprofundamento nos estudos.

8) Buscar variadas fontes de informação.

9) Ler os livros indicados pelos professores.

10) Aproveitar o momento para aprender a estudar de um jeito novo ou descobrir novas maneiras de interagir.

Ensino Remoto também é oportunidade de inovação e aprendizagens

A situação de ensinarmos usando as ferramentas que temos disponíveis, assim como “a utilização de ambientes virtuais, é a oportunidade de respeitar diferentes formas de aprender e viver juntos (…). Este aprender juntos envolve colaboração e cooperação entre os sujeitos da comunidade”, conforme afirma Scherer (2007).

Em decorrência desse cenário que estamos vivendo, embora potencialmente modificador de um status que não havíamos cogitado, há, na educação, possibilidades de novas práticas, aprendizagens e ponderação sobre a metodologia de ensino para a qual estávamos colocando em prática com a finalidade de inovarmos o jeito de ministrar as aulas para promover aprendizagens.

 Ter que ensinar de maneira remota também ampliou nossa percepção e trouxe descobertas de recursos e alternativas para ensinarmos e atrairmos a atenção de quem está do outro lado da tela, assim como um constante repensar sobre se o estudante está ou não aprendendo, que é o que mais importa nesse processo.

Os conteúdos precisam ser relevantes e significativos, ou seja, o que se planeja ensinar precisa ser transformador e conceber que o sujeito que aprende venha a ser autônomo, crítico e criativo.

Portanto, como instituição escolar, examinar criticamente os conhecimentos que advém do ensino presencial ou remoto, sem menosprezos e nem supervalorizações, mas de escolhas e práticas que incorporem o que melhor atenda nesse tempo e espaço histórico, tecnológico, político, econômico, social e de saúde é algo premente para a formação cidadã.

Referência Bibliográfica: SCHERER, S. O Ensino e a Aprendizagem na Graduação: um processo híbrido presencial/virtual.

Coronavírus: A Corrida pela Cura


Orientações do Colégio Stocco de Santo André sobre o Corona Vírus ou COvid-19

Diante das calamidades causadas pelo novo Coronavírus em todo o mundo, nas esferas social, econômica e da saúde, o Stocco trouxe para vocês um arrazoado de notícias atualizadas do mundo da ciência sobre algumas ações desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e internacionais na busca pela cura da doença.

À medida que o Coronavírus COVID-19 continua causando estragos em diversas esferas (sociais, econômicas e da saúde) pelo mundo todo, muitos pesquisadores estão focados na compreensão do vírus para desenvolver estratégias que possam detê-lo. Uma das apostas mais otimista é o desenvolvimento de uma vacina, substância composta por agentes patógenos mortos ou atenuados, tendo como função estimular uma resposta imunológica do organismo que passa a produzir anticorpos, mesmo sem ter contraído a doença. É uma estratégia semelhante a descobrir o ponto fraco do inimigo antes da guerra começar.

Qual o status do processo de desenvolvimento da vacina contra o Coronavírus?

Ainda não existem vacinas que protejam as infecções por Coronavírus, seja pelo SARS-CoV-2 ou pelos que causam SARS e MERS. Todos esses pertencem a uma mesma família de vírus semelhantes, Coronaviridae, com genoma de RNA simples e estrutura física semelhante a uma coroa, causadores de doenças respiratórias em seres humanos e até mesmo em animais.

No caso do novo Coronavírus, é exatamente a coroa, ou também chamada de espícula, a parte que penetra na célula hospedeira, permitindo a infecção.

Foto por microscopia eletrônica do Coronavírus COVID-19 Fonte: https://bit.ly/2VAQxSN

Uma vacina contra o Coronavírus entrará em testes no Brasil em breve

Pesquisadores brasileiros, da Universidade de São Paulo (USP), levaram em conta essa estrutura para a fabricação de uma vacina que entrará em testes dentro de alguns meses. A mesma é baseada na criação de uma partícula semelhante ao Coronavírus, o VLP (virus-like particle, em inglês). Trata-se de um vírus oco, contendo somente a coroa (espícula) sintetizada in vitro e sem o material genético, sendo capaz de causar uma forte resposta imunológica do organismo, sem a transmissibilidade da doença. A abordagem para encontrar as partes virais mais importantes na indução da resposta imunológica é semelhante à utilizada na fabricação de vacinas de Ebola, que bloqueiam, por meio da resposta imune, a interação do vírus com a célula hospedeira.

Foto demonstrativa do Ebola

Pesquisadores americanos desenvolvem outra forma de vacina contra o Coronavírus

Outra iniciativa promissora foi publicada recentemente no Journal mBio, Jornal da Sociedade Americana de Microbiologia. Uma equipe de pesquisadores americanos descreveu uma vacina contra o vírus MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), que teve o início de seu surto em 2012. Em abordagem diferente da brasileira, foi usado um vírus de RNA, chamado de Parainfluenza 5 (PIV5) que causa uma condição conhecida como tosse do canil em cães, mas é inofensivo para pessoas. Um gene extra foi adicionado ao vírus com intuito de que as células do hospedeiro produzissem a glicoproteína S, também presente na coroa desse novo Coronavírus. Os testes de laboratório desses pesquisadores mostraram que uma dose única administrada desencadeou respostas imunes contra a proteína no hospedeiro animal. Todos os ratos imunizados com o vírus PIV5 modificado sobreviveram à infecção, mostrando que a vacina intranasal foi eficaz na imunização.

Esse protocolo de sucesso americano será replicado em uma corrida contra o tempo para a fabricação de uma vacina eficaz contra o SARS-CoV-2. Um dos cientistas participantes do estudo, pneumologista pediátrico e expert em Coronavírus, Dr. Paul McCray escreveu: “Cem por cento da população não será exposta ao vírus na primeira vez, o que significa que haverá mais pessoas para infectar quando ele voltar”, disse ele. “Ainda não sabemos se as pessoas têm imunidade duradoura contra a infecção por SARS-CoV-2, por isso é importante pensar em maneiras de proteger a população”.

Pesquisadores debatem sobre a possibilidade de medicamentos já existentes ajudarem a combater a COVID-19

Medicamentos já existentes para outras doenças também poderiam ser testados para o combate da COVID-19. Pesquisadores do mundo todo estão correndo contra o tempo para provar que uma determinada droga seria segura e eficaz contra a COVID-19. Uma das estratégias para acelerar esse processo tem sido avaliar os potenciais efeitos terapêuticos de medicamentos clinicamente aprovados e já usados contra outras doenças.

Estima-se que aproximadamente 70 fármacos e compostos experimentais tenham algum efeito sobre o SARS-CoV-2, entre eles a cloroquina e a hidroxicloroquina. Em particular, o Laboratório Phenotypic Screening Platform, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, começou no início de abril a testar cerca de 1.500 fármacos, em parceria com a Eurofarma, para combater a COVID-19. Esse laboratório da USP é referência mundial em triagem fenotípica para reposicionamento e descoberta de novos fármacos para doenças negligenciadas. Há cerca de 15 anos, se dedica ao descobrimento de fármacos para malária, leishmaniose, doença de Chagas e dengue, além de doenças emergentes, como chikungunya e zika.

Eles estimam que em cinco semanas já teriam os resultados dos testes de mais de 2.500 compostos, e a partir desse momento será possível testar até 4 mil compostos por semana. O projeto foi possível graças ao cultivo do novo Coronavírus feito pelo grupo do pesquisador Edison Luiz Durigon (ICB-USP), que recebeu amostras dos primeiros pacientes infectados no final de fevereiro, enviadas pelo Hospital Albert Einstein.

Maratona de testes de medicamentos para um tratamento eficaz

O atual interesse em torno dessas drogas já existentes teria nascido da repercussão de uma carta publicada por pesquisadores chineses no início de março na revista BioScience Trends (https://bit.ly/2xs8NFT), sugerindo que o fármaco seria capaz de inibir a proliferação do SARS-CoV-2 em indivíduos infectados em vários hospitais do país asiático. “O problema é que os autores dessa carta não divulgaram os detalhes dos dados que dariam suporte às suas afirmações, de modo que é impossível avaliar se os achados fazem sentido ou mesmo se é possível reproduzi-los”, destaca o médico e professor doutor Marcelo Urbano Ferreira, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

A ideia é realizar testes com a hidroxicloroquina e o antibiótico azitromicina, além do antiinflamatório corticoide dexametasona, em 1.356 pessoas com a doença em 70 hospitais do Brasil. Entre eles, o Albert Einstein, o HCor e o Sírio-Libanês, além da Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet).  Os primeiros resultados devem ser divulgados entre 60 e 90 dias. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) irá acompanhar os desfechos dos estudos, bem como o cumprimento das boas práticas clínicas.

“Tudo indica que levará algum tempo até que tenhamos um medicamento seguro e eficaz contra a COVID-19”, comenta o farmacologista e professor doutor Gustavo Batista de Menezes, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “Isso porque, para ser testado adequadamente, o medicamento terá de passar por bons ensaios clínicos, o que demanda tempo e recursos humanos e financeiros.”

Nova ferramenta usando inteligência artificial contribui com dados para pesquisas e no combate às Fake News

Outro passo nessa corrida vem sendo desenvolvido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo. Uma nova ferramenta, baseada em inteligência artificial, permite rastrear e extrair dados de textos de notícias, obtendo informações sobre fatos e seus respectivos locais relacionados à pandemia, assim possibilitando a construção de modelos de propagação da doença. Chamada de Websensors (https://bit.ly/2ylBqEQ), sua metodologia é baseada em mineração de eventos estruturada em etapas, que vão desde a  identificação do problema, passando pela análise de dados e finalizando com o uso das informações selecionadas como relevantes. Isso permite ajustar os modelos preditivos já existentes, colaborando com as tomadas de decisões ao enfrentamento da pandemia da COVID-19. Além de abastecer os pesquisadores com dados, o Websensors também pode nos proteger das famosas Fake News tão largamente disseminadas na internet nesses períodos.

Foto por print screen da página inicial do site Websensors

A ciência é o motor que impulsiona a corrida pela cura

Esta pandemia traz à luz a importância da ciência para seu enfrentamento. Precisamos de olhares capacitados de cientistas e pesquisadores, para compreender a dinâmica da doença, seus dados e sua transmissão. Precisamos também de respostas novas para a mitigação dos impactos na sociedade.  A ciência é o motor que impulsiona a corrida pela cura, nos fazendo confiar num futuro melhor.

Colégio Stocco frente às medidas de prevenção do Coronavírus

Diante de todo o contexto em que estamos vivendo, o Colégio Stocco está em permanente atenção e atualizado sobre quaisquer modificações ou complementações que se apresentem frente às medidas de prevenção à expansão da pandemia e quanto às formas de minimizar impactos nas rotinas escolares, priorizando manter o alto nível do ensino e atendimento da escola e bem-estar dos estudantes e colaboradores.

Luis Alves

Professor de Ciências e Educação Tecnológica, Pós graduado em Metodologias Ativas pela IBFE-SP, Pós graduação em Produção e Criação de Mídias Digitais pela PUC-RIO, Membro da equipe de Educação Tecnológica do Colégio Stocco

Nathália Binder Damasceno

Professora de Ciências, Bacharel em Ciência e tecnologia pela UFABC, Licenciatura em Ciências Biológicas pela UFABC, Bacharelanda em Neurociências pela UFABC, Pós graduação em Educação inclusiva Braz Cubas, Cursando Pós graduação em Formação em Educação à distância pela Unip, Mestranda em Ensino e História das Ciências e da Matemática UFABC, Membro da equipe de Educação Tecnológica do Colégio Stocco

Vera Lucia Alfredo Hacker

Professora de Ciências e Química do Ensino Fundamental

Referências

– An effective CTL peptide vaccine for ebola Zaire based on survivors’ CD8+ targeting of a particular nucleocapsid protein epitope with potential implications for Covid-19 vaccine design, (doi.org/10.1101/2020.02.25.963546), de CV Herst, S Burkholz, J Sidney, A Sette, PE Harris, S Massey, T Brasel, E Cunha Neto, DS Rosa, WCH Chao, R Carback, T Hodge, L Wang, S Ciotlos, P Lloyd e R Rubsamen, pode ser lido no bioRxiv em www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.02.25.963546v2.abstract.

– Estratégia de vacina contra ebola pode ser aplicada para coronavírus – Agência Fapesp. Link: http://agencia.fapesp.br/videos/#jvFOJ3Aukg4

– Inteligência Artificial rastreia notícias sobre COVID-19. José Tadeu Arantes Agência FAPESP. Link: http://agencia.fapesp.br/inteligencia-artificial-rastreia-noticias-sobre-covid-19/32902/

– Single-Dose, Intranasal Immunization with Recombinant Parainfluenza Virus 5 Expressing Middle East Respiratory Syndrome Coronavirus (MERS-CoV) Spike Protein Protects Mice from Fatal MERS-CoV Infection. Kun Li et al. mBio, DOI: 10.1128/mBio.00554-20. Link: https://mbio.asm.org/content/11/2/e00554-20

– Vacina em desenvolvimento na USP usa partícula semelhante ao coronavírus – Atualidades, Ciências da Saúde, Jornal da USP no Ar, Rádio USP Link: https://jornal.usp.br/atualidades/vacina-contra-coronavirus-em-desenvolvimento-na-usp-e-diferente-da-americana/

– Tratamento – Farmacologia – Link: https://revistapesquisa.fapesp.br/2020/03/31/corrida-por-um-tratamento-eficaz/

– GAUTRET, P. et al. Hydroxychloroquine and azithromycin as a treatment of Covid-19: Results of an open-label non-randomized clinical trial. International Journal of Antimicrobial Agents. mar. 2020.

– HU, T. Y., FRIEMAM, M. & WOLFRAM, J. Insights from nanomedicine into chloroquine efficacy against Covid-19. Nature Nanotechnology. mar. 2020.

– WANG, M. et al. Remdesivir and chloroquine effectively inhibit the recently emerged novel coronavirus (2019-nCoV) in vitro. Cell Res. v. 30, n. 3, p. 269-71. mar 2020.

Colégio Stocco em tempo integral


Estudantes da Educação Infantil no período integral no Colégio Stocco de Santo André

Na busca de um atendimento mais intenso aos estudantes, nosso colégio implementou o período integral há alguns anos e desde então colabora com as famílias que precisam deixar os filhos conosco além do período regular de estudos.

No entanto, algumas nos questionam se o tempo prolongado fora de casa e do círculo familiar é demasiado, se não vale mais a pena uma babá em casa ou deixá-los alguns dias com os avós no período contrário às aulas…

E quando eles estão maiores, outros pensamentos sobrevêm, tais como: “Não será hora de delegar mais responsabilidade e deixá-los em casa com mais autonomia para que dêem conta sozinhos das tarefas de casa e estudo diário? ”

Diante de algumas questões como essas podemos afirmar que nossos estudantes do integral são muito felizes, pois têm vínculo de pertencimento que se estabelece a partir das relações com a equipe docente e gestora e também com os espaços saudáveis e cooperativos de aprendizagem, além de serem atendidos frente às necessidades relacionadas à formação acadêmica e humanística. Eles demonstram o bem-estar causado pela segurança e carinho pelo qual são acolhidos.

Como é a vivência e interação dos estudantes no período integral?

Os dias no integral são bastante valiosos e o amadurecimento e a autonomia são atingidos mais facilmente por meio das propostas que vão além dos estudos diários e preparo para as provas. Cada estudante tem a rotina organizada para usufruir também das Oficinas Culturais e Esportivas, dos projetos e das saídas pedagógicas, de maneira que o conhecimento é ampliado paulatinamente. A interação e a convivência com os outros da mesma idade também são fortalecidas e os valores que nos ajudam a coexistir se consolidam como sendo marcas inerentes ao caráter, tais como o respeito, a colaboratividade e a amizade.

As atividades são conduzidas por educadores habilitados e bastante preparados para lidar com situações inerentes à infância e à adolescência. Os grupos são formados por alunos de idades próximas.

E qual a abordagem desenvolvida na Educação Infantil e no Ensino Fundamental?

Na Educação Infantil eles têm a possibilidade de vivenciar situações lúdicas especialmente elaboradas para quem fica o dia inteiro na escola, usufruindo mais intensamente o imenso espaço verde do Stoquinho.

No Ensino Fundamental os alunos são preparados para as avaliações e realização das tarefas de casa e propostas de aprofundamento de conteúdos e têm oportunidades de participar de projetos pedagógicos específicos para quem frequenta esse período.

Em época de provas professores convidados atuam com os estudantes do Ensino Funda-mental II e aplicam exercícios de aprofundamento de estudo para melhor aprendizagem. A Orientação Educacional propõe vários programas especiais que contribuem para potencializar as habilidades de cada um e reflexão sobre a elaboração do projeto de vida.

Além das atividades de suporte pedagógico, todos são envolvidos em propostas para ampliar o repertório cultural e com as diversas áreas do conhecimento.

Há momentos exclusivos e diferenciados de festividades. Esses são realizados ao longo dos semestres e por meio deles se oportuniza novas aprendizagens que extrapolam os muros da escola. A maior parte dessas saídas são realizadas sem custos adicionais em decorrência do uso de transporte próprio do Colégio.

Alimentação acompanhada por especialistas

No que diz respeito à alimentação, os funcionários do Stoquinho, recentemente, receberam formação em três módulos pelo SENAC e acompanhamento permanente de nutricionista. Reformas estruturais foram realizadas e equipamentos de ponta adquiridos pelo Colégio, a fim de aumentar ainda mais a produtividade e variedade do cardápio ofertado e na Unidade 3 a cantina fornece os alimentos, todos eles preparados em suas próprias dependências, proporcionando alto padrão de qualidade.

Na Educação Infantil e no primeiro e segundo anos do Ensino Fundamental são servidas diariamente quatro refeições: lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e pré-jantar. Na Unidade 3 onde os estudantes do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental estão alocados, são fornecidos o almoço completo e o lanche nos intervalos.

Importante destacar que o nosso trabalho está à disposição para realizarmos de maneira comprometida a formação dos indivíduos que estão sob a nossa responsabilidade. Cada uma de nossas ações é parte integrante da proposta educacional, com a organização e harmonia necessárias para que crianças e jovens usufruam de todas as oportunidades que podemos lhes oferecer.

Esse engajamento e o cuidado que temos com cada um, desperta neles o que têm de melhor.

Stocco em tempo integral

Estimular a Arte na educação: qual a importância?



Mas afinal, o que é Arte?

A arte é uma forma poética e sensível de expressar as emoções. Além de colaborar na formação do indivíduo, o torna crítico e reflexivo. Possibilita um diálogo com quem a observa, cria situações que podem se tornar desafiadoras para o apreciador e, algumas vezes, ao olhar a composição, consagra-se uma reflexão sobre o significado da arte.

Contudo, a arte está ligada também aos fatores históricos e sociais, dialogando ativamente com nossa sociedade e acompanhando a evolução do homem, criando os estilos de época.

A Arte na educação e no currículo escolar do Colégio Stocco

Em 1988, ano da nossa atual Constituição Federal, em meio a discussões sobre educação, a Arte sofreu riscos de ser excluída do currículo escolar, fator que levou educadores da área a organizarem manifestações a fim de garantir a permanência do estudo das artes nas escolas. Independente do fato, desde sua fundação, o Stocco sempre valorizou a disciplina assim como seus profissionais altamente qualificados.

Muitas vezes, o primeiro contato com as artes é na escola. No Colégio Stocco, o estímulo para esse estudo sempre foi um dos pontos primordiais para que os estudantes sejam protagonistas no processo de artístico, estimulado pelos educadores a terem a liberdade de expressão de maneira plena em dança, música, teatro e artes visuais.

A forma de ver ou fazer arte revela a compreensão que temos do mundo. O Colégio Stocco valoriza a diversidade de saberes e vivências culturais estimulando a liberdade, autonomia, criticidade e responsabilidade alinhadas à cidadania.

As Ciências Humanas aplicadas no Colégio Stocco



O estudo do ser humano no tempo e no espaço é a premissa das ciências humanas. O homem é um ser histórico e cultural, e com seu trabalho é capaz de modificar a natureza de acordo com suas necessidades e desejos, relacionando-se com ela e com seus semelhantes. Essas relações promovem mudanças espaciais, sociais, econômicas, políticas e culturais aptas a humanizar ou desumanizar a nossa espécie.

Nesse sentido, aprender História, Geografia, Filosofia, Antropologia e Sociologia possibilita as transformações necessárias para uma sociedade igualitária. Em outras palavras, sua função transcende o ensino de conceitos e conteúdos e deve colaborar para formar pessoas capazes de impactar a sua comunidade, por meio de uma postura ética e civilizada.

Esse movimento inicia-se no Colégio Stocco desde a Educação Infantil e amplia-se no Ensino Fundamental II, quando o adolescente já tem a capacidade de reflexão e abstração sobre si mesmo e os acontecimentos sociais.

Como ensinamos Ciências Humanas no Stocco?

Nossos Stoqueiros são estimulados a reconhecer a relação existente entre o fato, os agentes históricos e o tempo. E também a compreender as motivações e as consequências das ações dos indivíduos, a partir da leitura de notícias, livros, artigos, vídeos, documentos, obras de arte, vivências em estudos do meio, debates, seminários entre outras estratégias de ensino, para entender que a interpretação de um contexto pode assumir faces distintas.

Quais atividades relacionadas à Ciências Humanas o estudante desenvolve no Stocco?

Desenvolvemos diversas atividades relacionadas às diferentes competências: o Projeto Brumadinho, com a simulação da barragem no espaço Maker; Debate: “O que a Revolução Francesa tem a ver com você?”; Palestras com diversos  profissionais, como o geógrafo e professor Ricardo Alvarez, a deputada federal Tabata Amaral e o diretor e ator Paulo Betti, além da criação de jogos, com o recurso da gamificação, para aprender sobre o contexto geopolítico da América.

O processo de ensino e aprendizagem é desenvolvido por meio da mediação do conhecimento, efetivada de maneira intencional pelo professor, com o objetivo primordial de favorecer o protagonismo do estudante nesse percurso, a fim de formar cidadãos com pensamento crítico e autônomos.

Alfabetização e Letramento


alfabetização infantil no Colégio Stocco de Santo André

Desde a mais tenra idade, as pessoas entram em contato com a linguagem e, segundo estudos, apreendem o tom, o ritmo, a intensidade e os significados dos vocábulos.

Ao nascer, são inseridas num ambiente letrado. Inicialmente, fazem uso apenas de uma parte da linguagem. Aprendem a ler e a entender o mundo pelas experiências que tiveram.

Ao entrar na escola, passam a receber inúmeros estímulos para continuar construindo conhecimentos acerca da linguagem.

Nesse ingresso, a criança carrega toda sua experiência. É um ser que já se comunica, mesmo que apenas com um único som ou sílaba.

Cabe a escola, então, respeitar e partir desses aprendizados naturais, a fim de ampliar o conhecimento linguístico dos indivíduos. É necessário fazê-los transitar pelos saberes que já dominam, relacionando-os as suas diversas experiências de mundo, construindo conhecimentos.

Ou isto ou aquilo?

Parodiando Cecília Meireles, “Ou se tem alfabetização e não se tem letramento ou se tem letramento e não se tem alfabetização?”

Será que esses conceitos são de fato antagônicos e não podem coexistir?

Eles devem estar integrados na aprendizagem inicial da língua escrita, pois envolvem conhecimentos distintos que precisam ser ensinados.

De uma forma prática, alfabetização é o processo de ensino e aprendizagem, no qual o educando é estimulado a codificar e decodificar uma língua, sendo capaz de ler e escrever. Já o letramento se ocupa da função social dessa leitura e escrita; é a forma como os indivíduos fazem uso da língua, nos contextos sociais em que estão inseridos.

Na Educação Infantil, ao trabalharmos com parlendas, rimas, poemas cantados, histórias e outros gêneros textuais, possibilitamos a aquisição da linguagem de forma significativa, ou seja, alfabetizamos letrando.

A linguagem é natural; a escrita é cultural, portanto precisa ser vista de forma contextualizada, respeitando o desenvolvimento de cada indivíduo.

Num momento em que se fala de novos letramentos, letramentos críticos, digitais ou multiletramentos, faz-se necessário um ensino reflexivo e eficiente da língua, com propostas realmente significativas e contextualizadas, como as realizadas em nosso Colégio.

Escrever e criar, é só começar!

Como certa vez afirmou Drummond, “lutar com as palavras é a luta mais vã”. Sendo assim, nas aulas de linguagem em nosso Colégio, proporcionamos aos estudantes leituras e vivências de textos de excelente qualidade e procedência, garantindo uma diversidade de gêneros, incluindo os digitais, tão relevantes em nosso contexto histórico.

Livros de literatura e demais portadores de texto precisam fazer parte do dia a dia do educando, em rodas de conversa, aulas na biblioteca, leitura compartilhada, silenciosa e tantas outras estratégias denominadas por vários autores de formas diversas.

Entrar no mundo da imaginação possibilita vivenciar contextos e construir uma visão de mundo crítica. Para isso, o papel da escola é essencial: há necessidade de despertar o prazer de ler, respeitando o leitor em seus direitos imprescritíveis.

Propostas de leitura precisam ser criteriosamente planejadas, com objetivos claros de formar leitores e escritores competentes. Por isso, nossos educadores buscam atualizações e aperfeiçoamentos, a fim de proporcionar essa formação aos nossos estudantes.

Momento Cultural – Leitores do mês

Por mares já navegados

Há necessidade constante de explorar a língua, a fim de conhecer suas características e funcionamento.

Várias estratégias podem ser usadas, mas sempre partindo de um texto, de um contexto, ampliando letramentos e possibilitando a aprendizagem significativa e crítica em diferentes contextos sociais permeados pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens.

Dessa forma, é possível potencializar a aprendizagem dos estudantes, tornando-os aptos a participar ativamente da sociedade em que vivem.

A escrita é capaz de “escavar escuros e iluminar”. Iluminar o indivíduo, a sociedade, os pensamentos, o desejo de construir um mundo melhor…

Projeto de Meio Ambiente do Colégio Stocco



Empoderando estudantes para a Cidadania Global

Em nossa Unidade da Educação Infantil, realizamos a formação contínua do corpo docente por meio de práticas que envolvem o estudo das metodologias ativas, assim como a exploração dos espaços diversificados, tais como Milharal, Cafezal, Canavial, Hortas, Pomares, entre outros, a fim de que cada professor reflita sobre como potencializar as possibilidades do processo ensino e aprendizagem dos estudantes para que esses construam conceitos de maneira autônoma e participativa.

Essas são as propostas de manejo do meio ambiente aplicadas aos privilegiados 27mil m2 do Stocco.

O apoio técnico ao projeto de meio ambiente é feito por agrônomos contratados pela escola:

• Flora Castellano, Mestra em Agroecossistemas, Economia Agroalimentar e Meio Ambiente;


• Marcelo Noronha, especializado em Gestão Ambiental, Agricultura Urbana e Orgânica e Compostos Orgânicos.

Eles desenvolvem um trabalho essencial com nossos educadores e estudantes. Desde o Infantil, os pequenos percebem o quanto estão inseridos no meio e, por esta razão, precisam conhecer a diversidade ambiental.

Relevância do projeto de meio ambiente para a construção da cidadania global

Ao longo da trajetória escolar, os projetos de meio ambiente são fundamentais para a construção de uma consciência cidadã global. E, para este objetivo, propomos aos estudantes em nossa metodologia ativa atividades que permitam a eles:

• Perceberem a interdependência global;

• Desenvolverem o respeito à natureza;

• Valorizarem atitudes relacionadas ao bem estar individual e coletivo;

• Aprenderem a pensar cientificamente ao levantarem hipóteses e analisá-las;

• Aprimorarem diariamente sua capacidade de observação partindo da identificação e comparação de plantas, hortaliças, legumes, frutas e bichinhos de jardim.

O projeto de meio ambiente na prática

Em 2019, ampliamos os projetos da Roça de Milho e do Minhocário e com eles aprendemos a gestão de resíduos orgânicos e produção de adubo. Semanalmente, os estudantes participam de: preparo da área de plantio e linhas de plantio com cobertura do solo, semeadura do milho, acompanhamento do crescimento, saúde das plantas, sistema de irrigação, observação das minhocas, constatação da decomposição dos resíduos orgânicos, retirada e armazenamento de adubo orgânico e chorume e utilização de adubo na jardinagem e outros plantios do Colégio.

Para nós, ensinar as Ciências Naturais e Humanas é empoderar os estudantes para melhorar o mundo, atuando como cidadãos globais que pensam de maneira crítica e reflexiva, inseridos diariamente em atividades significativas e desafiadoras, em consonância com nossa proposta pedagógica elaborada para cultivar a capacidade de agir de forma responsável, criar, inventar e inovar, segundo o modo de pensar típico da Ciência.

Horta
Roça de milho

Outros projetos com foco na construção de uma consciência global são desenvolvidos pelo Stocco. Destacamos a recente substituição em toda a escola de copos descartáveis e canudos plásticos por alternativas de menor impacto. Clique no link e veja como isso aconteceu: https://stocco.com.br/novidades/copo-descartavel-seus-impactos-e-suas-alternativas/

Confira mais um pouquinho do projeto no vídeo abaixo:


Projeto de Meio Ambiente do Colégio Stocco

Escola Bilíngue? International School? Programas Especiais? O que escolher na hora de aprender idiomas?



Veja a seguir o que é Escola Bilíngue, International School e Programas Tradicionais de Idiomas. Entenda as diferenças e conheça o programa diferenciado do Colégio Stocco para o ensino de línguas estrangeiras.

A necessidade imediata de inclusão no mundo globalizado tornou urgente o aprendizado de línguas estrangeiras e isto fez surgir muitos e diferentes programas de ensino de idiomas. Mas como saber qual o melhor?

O que são escolas bilíngues?

Escolas bilíngues são aquelas que proporcionam aos seus estudantes as competências necessárias para usar duas ou mais línguas em situações acadêmicas, ou seja, usa o idioma como instrumento para aprender outros conteúdos.

Este tipo de escola deveria trabalhar com pelo menos 50% de sua grade curricular utilizando a língua estrangeira como ferramenta para ensinar conteúdos.

Matemática, ciências humanas, naturais, tecnologia e artes são as matérias mais trabalhadas pela dinâmica bilíngue e isto deve acontecer sem prejuízo ao conteúdo obrigatório.

Para que isso seja possível a carga horária tem que ser estendida, o que muitas vezes não ocorre em nossa realidade.

No Brasil, a lei só reconhece como escolas bilíngues as escolas de fronteira, as escolas indígenas e escolas de surdos.

Escolas internacionais (International School)

Escola internacional ou international school é a instituição que utiliza como base o currículo, a proposta pedagógica e a língua do país de origem da escola.

Há alguns anos atrás, era muito comum que as escolas internacionais fossem frequentadas por filhos de pais estrangeiros, hoje, a opção de muitas famílias mudou e há cada vez mais crianças brasileiras nestas escolas.

Algumas escolas internacionais trabalham com o currículo nacional integrado ao estrangeiro e algumas matérias como Atualidades, História ou Geografia são dadas em português; outras incluem apenas Língua Portuguesa a seus currículos internacionais.

As escolas internacionais seguem o calendário de seus países de origem.

Tanto na escola internacional como na escola bilíngue, o inglês é apenas uma ferramenta de aprendizagem para novos conteúdos, já na escola de idiomas o inglês é o conteúdo a ser aprendido.

Escolas bilíngues e escolas internacionais são diferentes?

Por falta de regulamentação nacional, muitos modelos de escolas bilíngues foram criados, o que nem sempre garante um aprendizado em alto nível, como deveria.

As escolas bilíngues e as escolas interacionais se diferem quanto aos objetivos, às características de seus estudantes, ao tempo de instrução na escola usando as línguas envolvidas e às abordagens e práticas pedagógicas.

Assim, o que se torna relevante não é como a instituição se intitula, mas sim o nível de proficiência que o estudante irá atingir ao final do curso.

O programa de inglês do Colégio Stocco

Em vez de escolher um título, como as bilíngues e internacionais, o Colégio Stocco prefere investir esforços em um programa forte de aprendizado.

Para atingir melhores níveis de proficiência, nossos estudantes iniciam os estudos do idioma no Infantil 3 e ao chegarem ao 9º ano já estão utilizando material de ensino médio.

Para os estudantes do Infantil, respeitamos as especificidades do processo de aprendizagem, por isso criamos um ambiente lúdico, de ensino gradativo e práticas discursivas condizentes com sua realidade.

Procuramos envolver o aprendiz em um contexto rico de vivência na língua estrangeira, no qual o professor cria o máximo de oportunidades para que a língua esteja presente no cotidiano escolar.

Para o 1º e 2º ano, além destas praticas, iniciamos o processo de letramento.Trabalhando sempre com temas contextualizados, transformamos a aquisição da leitura e da escrita em um método prazeroso e criativo, sempre respeitando o tempo de aprendizagem desta faixa etária.

A partir do 3º ano, a estruturação da língua se faz presente e as quatro habilidades para o aprendizado de uma língua estrangeira são trabalhadas simultaneamente – ler, escrever, falar e compreender a nova língua.

Com a tecnologia disponível em todas as salas de aula, nossos estudantes estão expostos a vídeos, textos, jogos e às mais variadas e atualizadas estratégias de ensino.

O material de apoio do Colégio Stocco

Nosso material é importado, das mais renomadas editoras internacionais, o que garante maior qualidade dos áudios e vídeos, além de atualizações constantes, apoio de plataformas didáticas e treinamentos para nossos professores.

Ebooks também fazem parte do material, o que facilita ao estudante as práticas de listening e comprehension dentro e fora da sala de aula.

Espaços diversificados para as aulas

O dia a dia nossas aulas acontecem em diversos ambientes ampliando a exposição de nossos estudantes à língua: na Digital Land, no auditório, no Ateliê de Artes e no espaço Maker.

Participamos das apresentações de teatro do grupo The Performers, temos Day Camp com imersão total no idioma.

Para assegurar a prática efetiva do idioma, nossos alunos participam de intercâmbio internacional para destinos culturais diferenciados, como Escócia, York e Buckingham, e para o programa exclusivo da NASA, nos EUA.

Nível de proficiência do programa do Stocco

No último ano do ensino Fundamental II, nossos estudantes utilizam material de ensino médio – nível B2 no Common European Framework, o que significa que o estudante do 9º ano do Colégio Stocco estará apto a prestar os exames PET ou FCE de Cambridge.

Certificando nossa grade curricular, está a Universidade de Cambridge. Nosso colégio é centro preparatório dos exames da Cambridge e todo final de ano oferece os exames para nossos estudantes.

A certificação Cambridge abre caminho para a formação de nossos cidadãos globais, já que esses certificados internacionais são aceitos por mais de 20.000 universidades, empregadores e governos no mundo todo podem abrir as portas para a educação superior.

Parceria com a Red Balloon

Para aqueles que desejam acelerar ainda mais o processo de aprendizagem da língua, contamos com a parceria da Red Balloon.

A escola se destaca por oferecer o ensino de inglês por meio de atividades artísticas, culinária, teatro, música e muita cultura, que ajudam os estudantes a desenvolverem sua autonomia e autoconfiança.

O método Red Balloon oferece uma carga horária adequada para atingir a fluência no idioma, o material é exclusivo, e foi criado pensando em cada fase da criança e do adolescente entre 3 e 17 anos.

Por que aprender outros idiomas na infância é importante?

Diversos estudos internacionais nas áreas de Neurociências e Educação apontam para os benefícios da aquisição precoce da segunda língua.

Pesquisas mostram o desenvolvimento das funções executivas, indicando maior habilidade para planejamento, organização e execução de múltiplas tarefas, melhora na comunicação, mesmo na língua materna, maior desenvolvimento cognitivo, capacidade de pensar criticamente (especialmente High Order Thinking Skills) e consciência cultural.

Esses estudantes tendem a ser mais criativos e têm uma maior flexibilidade mental.

Outras pesquisas apontam para a acuidade auditiva, pois as crianças percebem os sons com mais facilidade e clareza e por ainda estarem desenvolvendo seu aparelho fonador, a habilidade de reproduzir esses sons com perfeição é muito maior que de um adulto falante.

O diferencial do Stocco é respeitar o ritmo e o desenvolvimento do estudante, oferecendo aulas dinâmicas e sempre utilizando ferramentas e ambientes diversificados para garantir a qualidade das aulas e de nosso programa.

O diferencial não é se intitular como escola bilíngue, mas sim garantir ao final do processo um inglês proficiente sem prejuízo aos demais conteúdos.

No Colégio Stocco o inglês conversa com todas as demais matérias, em projetos ou atividades comuns, desenvolvendo competências cognitivas e socioemocionais necessárias para a formação do cidadão global.

Confiram o vídeo abaixo:

Matemática não é problema!


Atividades em sala, desafios com muitos cálculos, provas com solução de problemas, grandes competições, Olimpíadas! Aprender Matemática pode causar muito medo por aí, mas não no Colégio Stocco.

No Stocco, o ensino da Matemática vai muito além de simplesmente encontrar resultados corretos para situações-problema e exercícios, por meio do uso de técnicas e fórmulas ensinadas por nossos docentes.

Centramos nosso trabalho no desenvolvimento da capacidade dos estudantes de resolver problemas, analisar dados e aplicar os conteúdos matemáticos em situações do cotidiano, dando significado ao que é aprendido e tomando atitudes criativas e inteligentes no dia a dia.

O currículo é organizado de tal forma que é possível revisitar os conteúdos, ampliá-los e aprofundá-los ao longo dos anos. Nenhum deles é visto como um fim em si mesmo! Não são apresentados de forma pronta nem mecânica. Há um processo, um percurso a ser seguido por estudante e educador, sendo que, nessa interação, se constrói o fazer matemático.

Várias estratégias de resolução, registros diversos, justificativas, estimativas, cálculo mental, diferentes possibilidades, selecionar informações, tomar decisões, construir argumentações são alguns dos princípios presentes em nosso ensino, que permitem o estudo dos diferentes objetos de forma dinâmica e o desenvolvimento das habilidades de pensamento.

Dessa forma, o conhecimento matemático é visto como uma ferramenta que contribui para ler, compreender e transformar a realidade, potencializando a aprendizagem de nossos estudantes e tornando-os ativos na escola e, também, fora dela.

Matemática forte é o que temos em nossa instituição!

Forte por tornar o estudante protagonista! Forte por significar e ressignificar conceitos e conteúdos aprendidos! Forte por ser dinâmica e construída com diferentes ferramentas e recursos tecnológicos. Forte por formar cidadãos aptos a tomar decisões inteligentes em situações financeiras. Forte por possibilitar a leitura e a interpretação de gráficos e tabelas, permitindo estimativas, inferências a partir de análise de dados, estratégias de resolução, argumentação e exposição de ideias. 

Muito mais que apenas conteúdos, a Matemática em nosso Colégio é considerada uma ciência viva, por meio da qual raciocínio lógico, autonomia e criatividade são fundamentais.

Copo descartável: seus impactos e suas alternativas



Diante de tantas informações e circunstâncias, qual importância de conscientizar nossos estudantes a zelar pelo meio ambiente?

Nos últimos anos, nos deparamos com situações melancólicas e com o descaso em relação ao planeta Terra.

Pensando nisso, nós do Colégio Stocco iniciamos a campanha contra o copo descartável dentro do nosso espaço escolar.

Sabemos que a tarefa é árdua! O costume e a praticidade dificultam a evolução do projeto, mas precisamos iniciar com a semente do bem.

Por que o Colégio Stocco trocou o copo descartável por copos individuais?

Em conversa com nossos estudantes, explicamos que o copo descartável é o resíduo sólido urbano de maior potencial para reciclagem no mundo. O Brasil produz cerca de 100 mil toneladas de copos plásticos por ano, mas, infelizmente, as práticas de descarte são inadequadas ao meio ambiente.  De acordo com o relatório do Programa da ONU, produtos plásticos, como talheres, copos e embalagens de comida, formam 80% do lixo marinho.

            Os copos de plástico descartáveis são produzidos a partir de poliestireno, componente derivado do petróleo, que é uma fonte não renovável de matéria-prima. Produtos fabricados a partir desse material não são biodegradáveis, fazendo com que o tempo no meio ambiente seja muito longo, levando mais de 450 anos para serem decompostos pela natureza.

Existe alguma alternativa? Várias, para a nossa sorte, e precisamos cada vez mais buscar por elas. Por isso, seguem algumas dicas abaixo:

  • Ande sempre com o seu copo reutilizável dentro da bolsa;
  • Seu copo reutilizável pode ser de inox, vidro, porcelana ou até de plástico durável;
  • Na escola, adote uma caneca ou copo para chamar de seu;
  • Na sua vida social, opte por copos duráveis. Caso o restaurante/lanchonete ofereça de plástico descartável, peça um de vidro e explique o motivo pelo qual você está fazendo esta troca, às vezes rende até uma boa conversa sobre o assunto.

Quer saber uma curiosidade?

Nos EUA, especificamente em Nova Iorque, já existem copos comestíveis. A fórmula é de gelatina, e se o consumidor não quiser comer, poderá adubar suas plantas.

Depois de todas essas informações, a reação dos estudantes com o Projeto nos surpreendeu. Percebemos que houve um engajamento com a proposta. Acreditamos que tudo seja uma questão de hábito e estamos no caminho certo para isso.