Copo descartável: seus impactos e suas alternativas



Diante de tantas informações e circunstâncias, qual importância de conscientizar nossos estudantes a zelar pelo meio ambiente?

Nos últimos anos, nos deparamos com situações melancólicas e com o descaso em relação ao planeta Terra.

Pensando nisso, nós do Colégio Stocco iniciamos a campanha contra o copo descartável dentro do nosso espaço escolar.

Sabemos que a tarefa é árdua! O costume e a praticidade dificultam a evolução do projeto, mas precisamos iniciar com a semente do bem.

Por que o Colégio Stocco trocou o copo descartável por copos individuais?

Em conversa com nossos estudantes, explicamos que o copo descartável é o resíduo sólido urbano de maior potencial para reciclagem no mundo. O Brasil produz cerca de 100 mil toneladas de copos plásticos por ano, mas, infelizmente, as práticas de descarte são inadequadas ao meio ambiente.  De acordo com o relatório do Programa da ONU, produtos plásticos, como talheres, copos e embalagens de comida, formam 80% do lixo marinho.

            Os copos de plástico descartáveis são produzidos a partir de poliestireno, componente derivado do petróleo, que é uma fonte não renovável de matéria-prima. Produtos fabricados a partir desse material não são biodegradáveis, fazendo com que o tempo no meio ambiente seja muito longo, levando mais de 450 anos para serem decompostos pela natureza.

Existe alguma alternativa? Várias, para a nossa sorte, e precisamos cada vez mais buscar por elas. Por isso, seguem algumas dicas abaixo:

  • Ande sempre com o seu copo reutilizável dentro da bolsa;
  • Seu copo reutilizável pode ser de inox, vidro, porcelana ou até de plástico durável;
  • Na escola, adote uma caneca ou copo para chamar de seu;
  • Na sua vida social, opte por copos duráveis. Caso o restaurante/lanchonete ofereça de plástico descartável, peça um de vidro e explique o motivo pelo qual você está fazendo esta troca, às vezes rende até uma boa conversa sobre o assunto.

Quer saber uma curiosidade?

Nos EUA, especificamente em Nova Iorque, já existem copos comestíveis. A fórmula é de gelatina, e se o consumidor não quiser comer, poderá adubar suas plantas.

Depois de todas essas informações, a reação dos estudantes com o Projeto nos surpreendeu. Percebemos que houve um engajamento com a proposta. Acreditamos que tudo seja uma questão de hábito e estamos no caminho certo para isso.

 

Usina fotovoltaica do Colégio Stocco



Uma iniciativa de produção e uso de bioenergia sustentável

Não há quem visite o Stoquinho e não se encante imediatamente com as belezas naturais conservadas no interior do seu ambiente: pomares, hortas, bosques, jardins, gramados e muito espaço de fruição.

É nesse espaço natural que a aprendizagem acontece e logo a criança está explorando, pesquisando, aprendendo e desenvolvendo o seu pensamento. Acreditamos que o meio favorece e estimula o conhecimento, alimentando o desejo natural em aprender.

Os sentidos são aguçados no Stoquinho e, junto deles, novas percepções associam-se à inteligência dos estudantes, dos professores, dos funcionários, dos dirigentes…

A luz do verão traz tanto brilho nos espaços gramados que no passado inspirou Dona Nena, cofundadora do Colégio Stocco, a compor diversos poemas sobre a natureza, sobre o sol, sobre as flores. Esses poemas sussurraram ideias à nova geração stoqueira; e belo dia… um insight: – Com tanto espaço e sol, por que não gerar a própria energia elétrica e tornar-se autossustentável? 

Acreditamos que seja possível contribuir para a proteção do planeta, gerando e consumindo bioenergia sustentável. Tendo tomado como referências o Acordo de Paris e a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira, das quais têm como objetivo o combate ao aquecimento global, propusemos o próprio engajamento no aumento da participação da geração e consumo de energia derivada de recursos renováveis e abundantes. Nossa opção foi investir de forma arrojada em energia solar.

A energia solar é proveniente da luz e do calor do sol, sendo considerada uma fonte de energia renovável e sustentável. Ela é aproveitada e utilizada por meio de diferentes tecnologias, tal como o aquecimento solar, a energia solar fotovoltaica, a energia heliotérmica e a arquitetura solar.

A Associação Nacional de Energia Elétrica – ANEEL expediu a resolução normativa 482/12 que estabelece as condições para acesso de microgeração e compensação de energia elétrica, favorecendo e encorajando o investimento em geração de energia elétrica pelo sistema fotovoltaico. O excedente de energia produzido, principalmente em época de férias escolares, feriados ou finais de semana, não é desperdiçado, nem tampouco são requeridos investimentos em baterias para armazenamento, haja vista que a sobra de energia é entregue à concessionária por meio da rede de distribuição pública de eletricidade, gerando créditos que retornam sem ônus no período que se fizer necessário.

A opção do Stocco foi construir uma usina fotovoltaica sobre a laje da Unidade 2 do nosso Colégio, pois havia condições imensamente favoráveis para sua instalação, tais como ausência de sombreamentos, irradiação solar face norte e as dimensões oportunas.

O processo de se obter energia elétrica por meio da luz solar é chamado fotovoltaico. A palavra “fotovoltaico” é um neologismo, justapondo-se o termo grego φως (fos) que significa “luz”, ao “volt” –  unidade de força eletromotriz. “Volt”, por sua vez, vem do sobrenome do físico italiano Alessandro Volta, inventor da pilha, finalizando com o sufixo latino “ico”, que exprime ideia de semelhança.

Fotovoltaico é definido por um efeito que se trata do surgimento de uma diferença de potencial nas extremidades de um material semicondutor, tal como o silício, do qual se produz energia elétrica pela retenção da luz. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental para esse processo.

Enquanto os combustíveis fósseis produzem poluentes, o processo de geração a partir do sistema fotovoltaico não emite gases nocivos à saúde que contribuem para o aquecimento global.

 

 

 

 

 

 

 

A usina visa reduzir em quase 100% os custos com energia elétrica das Unidades 1 e 2, conforme demonstra o gráfico:

A produção é gerada em corrente contínua, e um dispositivo chamado inversor converte a energia contínua em energia alternada. Acompanhe o esquema desenhado pela empresa Potenza de energia fotovoltaica, construtores da nossa usina:

Após a instalação de 157 painéis fotovoltaicos monocristalinos e o aparelho inversor, o último dispositivo a ser instalado é o medidor bidirecional, o famoso “relógio de luz” que, nesse caso mensurará não só o consumo, mas também a entrega de eletricidade à concessionária.

A usina fotovoltaica será estudada, a seu tempo, pelos nossos próprios alunos com seus professores, pois envolve conceitos em diversas áreas do currículo escolar, tais como física, matemática, geografia, entre outras.

É o Colégio Stocco fazendo sua parte para o bem do nosso planeta!

 

Para saber mais:

www.aneel.gov.br/geracao-distribuida

www.absolar.org.br/

www.mma.gov.br

                                                              INAUGURAÇÃO EM MARÇO