A menina que queria ser professora



História do Colégio Stocco contada pelos estudantes do 6º ano

O que dizer de um sonho realizado?

O início de uma trajetória que se torna realidade e o orgulho de fazer 65 anos dedicados à educação de nossos filhos.

Sim, essa é a história do Colégio Stocco.

Tudo começou com a terceira filha de dez irmãos, em Cordeirópolis, onde iniciou o estudo primário, hoje fundamental. Em Viradouro, interior de São Paulo, terminou a 4º série em 1930.

Sabemos que antigamente era muito difícil continuar os estudos e foi isso que aconteceu. Dos dez aos quinze anos, nossa menina sonhadora parou de estudar. Sabia que esse grande sonho estava cada vez mais distante. Mas aos poucos o curso do rio de sua vida foi mudando.

Seu pai foi premiado com um bilhete de loteria e, com isso, pôde continuar seus estudos. Terminou a 8º série com 24 anos de idade.

Morando em Santo André, aos 26 anos, finalmente matriculou-se na escola onde a faria professora. Formou-se em 1947, casou-se e iniciou sua carreira no “Grupo Escolar Gabriel Oscar de Azevedo Antunes”, onde lecionou por 30 anos e aposentou-se em 1978.

Em 1954, sua filha, na época com dez anos, precisou de um auxílio para o Curso de Admissão para ingressar no Instituto de Educação Américo Brasiliense. Muito concorrido e com poucas vagas, a auxiliou nos estudos e obteve sucesso.

As mães, ao verem o bom resultado de sua filha, perguntaram onde ela havia se preparado. Foi aí que surgiu a primeira turma de admissão, consequentemente o Colégio Stocco.

Na época, sua casa era onde é nossa arquibancada. Pequena, precisou ampliar, pois estava atendendo 40 crianças em uma sala.

As salas foram aumentando, construíram os prédios, profissionais foram contratados e o Colégio foi crescendo.

E hoje, completamos 65 anos de uma história viva, de um amor à educação, de um alicerce, de persistência, de otimismo e, acima de tudo, afeto.

Agradecemos profundamente fazermos parte dessa história.

E que venham mais anos para comemorarmos esta conquista!

Obrigada, D. Alzira, por nos deixar essa herança de ensinamento e amor.

Combate ao Bullying e à Violência na Escola



Atualmente temos escutado e presenciado ondas de violência por toda a parte. Algumas têm acontecido longe de nossos olhos e outras bem próximas. Isso é assustador!

Um dos assuntos mais comentados nos últimos anos e que tem a ver com esse contexto é o Bullying, um problema mundial, que sempre existiu, e que foi assim denominado pelo pesquisador sueco, Dan Olweus.

De acordo com nossos estudos, ele pode acontecer em diferentes locais, bastando existir a relação interpessoal, e se refere a atitudes entre pares, agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivações aparentes e executadas por uma ou mais pessoas, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir alguém que não tem capacidade de se defender ou que não consegue se defender.

Para nós, nem toda violência é Bullying, mas todo Bullying é violência. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência. Frequentemente, quem pratica essas ações não tem empatia, ou seja, não se coloca no lugar do outro e não se importa com ele. Infelizmente, nem toda vítima manifesta à sua família ou aos profissionais o que está sofrendo.

Quando voltamos no tempo, há exatamente dez anos atrás, em 07 de abril de 2009, lembramos que ficamos profundamente entristecidos com o que aconteceu em Realengo, Rio de Janeiro. Em uma escola desse local, crianças foram assassinadas por um ex-aluno que apresentava distúrbios mentais graves, segundo especialistas que analisaram o que ocorreu, e que ele sofria, de acordo com cartas que deixou, de Bullying na instituição em que estudou.

Naquele momento foi elaborado um projeto de combate ao Bullying que não teve aprovação imediata, e somente em 2016 foi publicada a Lei 13.277 que institui o 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. No Brasil, entre outras leis, temos a 13.663/2018 que estipula entre as atribuições das escolas, a criação de uma cultura de paz, promovendo a conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, principalmente a intimidação sistemática.

É importante destacar que muito antes dessas exigências legais, o Stocco já vinha atuando de maneira a repudiar tais práticas que são contrárias à dignidade humana e que sempre contou com a colaboração das famílias para que as ações institucionais sejam efetivas e atinjam os resultados esperados.

Para combater a violência na escola, há alguns anos programamos ações que visam capacitar nossa equipe e famílias, como por exemplo palestras com especialistas nessa temática e participação em concursos como o do Cartaz da Paz, realizados pelo Rotary em Santo André, e, recentemente, criamos o Concurso Cartaz Anti-bullying, realizado pela primeira vez em 2018, a fim de possibilitarmos uma reflexão profunda.

Há pouco tempo, devido ao que ocorreu em Suzano, sem querermos julgar pessoas ou instituições, pois nesse caso cabe a nós solidariedade, fomos impelidos a reforçarmos procedimentos de segurança em nosso Colégio e adotarmos providências em relação aos acessos ao interior da escola, por ex-alunos (que sempre serão bem-vindos), pelas visitas para conhecerem nosso trabalho e matricularem seus filhos, assim como a presença de prestadores de serviços em nossas instalações. Asseguramos que medidas foram adotadas e que não divulgaremos algumas delas para evitar vulnerabilidades.

Nessa oportunidade, destacamos que temos constatado na sociedade o Cyberbullying, que vem acontecendo por causa da expansão das tecnologias dainformação (redes sociais, e-mails etc.) e celulares. Para abordagem desse tema, convidamos a advogada Alessandra Borelli, Diretora Executiva da Nethics, para ministrar palestras aos estudantes e famílias, que destacou, entre outros aspectos, que “até pessoas que apenas compartilham ou comentam podem ser denunciadas em crimes digitais.”

Queremos nos UNIR para que JUNTOS, possamos extinguir atitudes inapropriadas, inaceitáveis, que denigrem a imagem das pessoas, causam dor, sofrimento e que afetam relacionamentos. No Stocco, promovemos uma convivência respeitosa e ética entre todos- estudantes e profissionais- quer seja no modo de pensar ou agir, livre de preconceitos, com acolhimento e sem exclusões de nenhuma natureza!

Orientamos para que famílias também conversem com os filhos sobre esses assuntos e tragam para nós situações que queiram compartilhar.

Sugerimos determinadas colocações que podem contribuir para esse diálogo com eles, tais como:

  • Você sabe o que é Bullying?
  • Algum colega pratica Bullying? Algum colega sofre Bullying?
  • Em alguma situação ajudou quem sofre (ou sofreu)
    bullying? Contou para alguém que pudesse ajudar?
  • Já presenciou situações de Bullying? Se afirmativo, o que fez?
  • Durante as aulas alguém sempre fica de fora no momento de montagem de grupos ou formação de times? Em sua opinião isso é Bullying? Por quê?

Por meio de projetos de prevenção e combate na escola, e do trabalho constante com os estudantes, esperamos que eles sejam capazes de colocar em prática atitudes positivas e criar estratégias de resolução de conflitos.

Nossa escola é acolhedora e humana e se solidariza com as crianças e adolescentes que precisam de apoio para resolver situações de conflitos, Bullying e Ciberbullying, que são inaceitáveis.

 

Professora Dra. Jozimeire Angélica Stocco de C. N. da Silva
Diretora-Geral das Unidades 1, 2 e 3, Diretora Pedagógica da Unidade 1, Pós-doutorado e Doutorado em Educação pela PUC/SP, Mestra em Educação, Especialista em Educação Infantil.