Alfabetização e Letramento



Desde a mais tenra idade, as pessoas entram em contato com a linguagem e, segundo estudos, apreendem o tom, o ritmo, a intensidade e os significados dos vocábulos.

Ao nascer, são inseridas num ambiente letrado. Inicialmente, fazem uso apenas de uma parte da linguagem. Aprendem a ler e a entender o mundo pelas experiências que tiveram.

Ao entrar na escola, passam a receber inúmeros estímulos para continuar construindo conhecimentos acerca da linguagem.

Nesse ingresso, a criança carrega toda sua experiência. É um ser que já se comunica, mesmo que apenas com um único som ou sílaba.

Cabe a escola, então, respeitar e partir desses aprendizados naturais, a fim de ampliar o conhecimento linguístico dos indivíduos. É necessário fazê-los transitar pelos saberes que já dominam, relacionando-os as suas diversas experiências de mundo, construindo conhecimentos.

Ou isto ou aquilo?

Parodiando Cecília Meireles, “Ou se tem alfabetização e não se tem letramento ou se tem letramento e não se tem alfabetização?”

Será que esses conceitos são de fato antagônicos e não podem coexistir?

Eles devem estar integrados na aprendizagem inicial da língua escrita, pois envolvem conhecimentos distintos que precisam ser ensinados.

De uma forma prática, alfabetização é o processo de ensino e aprendizagem, no qual o educando é estimulado a codificar e decodificar uma língua, sendo capaz de ler e escrever. Já o letramento se ocupa da função social dessa leitura e escrita; é a forma como os indivíduos fazem uso da língua, nos contextos sociais em que estão inseridos.

Na Educação Infantil, ao trabalharmos com parlendas, rimas, poemas cantados, histórias e outros gêneros textuais, possibilitamos a aquisição da linguagem de forma significativa, ou seja, alfabetizamos letrando.

A linguagem é natural; a escrita é cultural, portanto precisa ser vista de forma contextualizada, respeitando o desenvolvimento de cada indivíduo.

Num momento em que se fala de novos letramentos, letramentos críticos, digitais ou multiletramentos, faz-se necessário um ensino reflexivo e eficiente da língua, com propostas realmente significativas e contextualizadas, como as realizadas em nosso Colégio.

Escrever e criar, é só começar!

Como certa vez afirmou Drummond, “lutar com as palavras é a luta mais vã”. Sendo assim, nas aulas de linguagem em nosso Colégio, proporcionamos aos estudantes leituras e vivências de textos de excelente qualidade e procedência, garantindo uma diversidade de gêneros, incluindo os digitais, tão relevantes em nosso contexto histórico.

Livros de literatura e demais portadores de texto precisam fazer parte do dia a dia do educando, em rodas de conversa, aulas na biblioteca, leitura compartilhada, silenciosa e tantas outras estratégias denominadas por vários autores de formas diversas.

Entrar no mundo da imaginação possibilita vivenciar contextos e construir uma visão de mundo crítica. Para isso, o papel da escola é essencial: há necessidade de despertar o prazer de ler, respeitando o leitor em seus direitos imprescritíveis.

Propostas de leitura precisam ser criteriosamente planejadas, com objetivos claros de formar leitores e escritores competentes. Por isso, nossos educadores buscam atualizações e aperfeiçoamentos, a fim de proporcionar essa formação aos nossos estudantes.

Momento Cultural – Leitores do mês

Por mares já navegados

Há necessidade constante de explorar a língua, a fim de conhecer suas características e funcionamento.

Várias estratégias podem ser usadas, mas sempre partindo de um texto, de um contexto, ampliando letramentos e possibilitando a aprendizagem significativa e crítica em diferentes contextos sociais permeados pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens.

Dessa forma, é possível potencializar a aprendizagem dos estudantes, tornando-os aptos a participar ativamente da sociedade em que vivem.

A escrita é capaz de “escavar escuros e iluminar”. Iluminar o indivíduo, a sociedade, os pensamentos, o desejo de construir um mundo melhor…

Colégio Stocco: uma escuta atenta que une de maneira afetiva a escola, os estudantes e as famílias



No Colégio Stocco, que tem como compromisso formar pessoas para enfrentar os desafios do século XXI, desenvolvendo-as nos âmbitos intelectual, físico, social e afetivo, a Orientação Educacional realiza orientação personalizada do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

Em um trabalho conjunto à direção e à coordenação pedagógica, essa profissional compõe a equipe gestora, sendo engajada na formação integral dos estudantes, com foco na relação entre educandos, famílias e docentes. A ação da Orientação Educacional está centrada no atendimento às crianças e adolescentes, fundamentalmente, e no auxílio aos responsáveis e professores, que atuam como parceiros à promoção de diversas habilidades e competências.

O contato da gestora com nossos Stoqueiros é frequente tanto em sala de aula quanto fora dela. O foco dessa interação é a formação da identidade deles, com o objetivo de torná-los cada vez mais responsáveis pelo próprio processo de aprendizagem e para que avancem na construção de atitudes para uma boa convivência em grupo.

Em relação aos pais, a sinergia torna-se um elo com a escola, mantendo comunicação constante, respeitando suas concepções e, oferecendo estratégias que favoreçam a evolução dos jovens e crianças, a fim de que compreendam os princípios subjacentes à tarefa educativa.

O principal objetivo desse trabalho é que nossos Stoqueiros reconheçam qual sentido atribuem ao estudo na dinâmica da sua própria aprendizagem. Aproximá-los da ideia de que o tempo e o espaço da aprendizagem não são somente o tempo e espaço da escola, promovendo reflexões a partir dos temas: planejamento, gestão do tempo, autoavaliação, tomada de decisão e organização. 

A formação almejada para os meninos e as meninas requer uma postura humilde (que reconhece o desafio e sai em busca de instrumentos para vencê-lo), responsável (aquele que assume o papel de buscar o que se deseja conhecer), reflexiva (relaciona conhecimentos anteriores, analisa as informações, revisita o caminho percorrido etc.) e curiosa (que lança perguntas e que se inquieta).