Conheça os impactos físicos e emocionais provocados pelo isolamento social nos ambientes virtuais.



O isolamento alterou a forma como organizamos a vida e a nossa rotina diária trazendo muitos desafios, tanto em questões pessoais e emocionais quanto no campo profissional. Veja a seguir os impactos causados em nossas rotinas e como os cuidados com exercícios, alimentação e ciclo do sono são importantes para a saúde física e emocional.

O isolamento social é a principal estratégia recomendada pelas autoridades de saúde para o enfrentamento do novo coronavírus, agente causador do Covid-19. Esse isolamento alterou a forma como organizamos a vida e a nossa rotina diária trazendo  muitos desafios, tanto em questões pessoais e emocionais quanto no campo profissional. 

Com data final ainda desconhecida em nosso país, a quarentena trouxe, além de incertezas, a impossibilidade de contato físico, obrigando os seres humanos a estabelecerem relações virtuais, seja no âmbito familiar, escolar e até mesmo no trabalho. Isso implica muitas vezes em dificuldade de organizar rotinas saudáveis que respeitem o tempo de dedicação ao serviço, alimentação balanceada, práticas de exercícios físicos, estabelecimento de contato com as pessoas e o respeito ao ciclo do sono.

O excesso de preocupação com nossa saúde física e de nossos familiares, instabilidade financeira e profissional, são alguns dos pontos que devem ser considerados e não desprezados em uma situação de caos como essa que o mundo vive atualmente. 

Sentimentos como insegurança, medo, tristeza e incerteza geram em nosso emocional uma grande sobrecarga. Estamos vivenciando uma situação anormal, por isso, muitos desajustes psicológicos e emocionais são considerados normais diante de tudo isso.

Uma pesquisa realizada pela University College London, mostrou que pessoas mais velhas estão lidando melhor com a tensão mental e emocional causada pelo isolamento social. O estudo foi conduzido com 60.000 pessoas de diversos países, inclusive no Brasil. 

Indivíduos acima dos 40 anos relataram realizar mais exercícios do que as faixas etárias inferiores, e apesar dos desafios tecnológicos enfrentados, a pesquisa destacou que a idade traz maior capacidade de organização e respeito às rotinas diárias para o enfrentamento dos efeitos negativos da pandemia.

Hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios combatem os problemas das crises do isolamento

Como forma de contribuir para melhora da qualidade de vida, é essencial estabelecer uma rotina alimentar com horários apropriados para as refeições, assim como uma nutrição equilibrada.

Criar novos hábitos alimentares focando em uma alimentação rica em nutrientes, e não em calorias, melhora a imunidade e a proteção às viroses, como o Covid-19. Mudanças positivas como evitar os alimentos altamente processados, com muito sódio, gorduras, excesso de açúcar e os ricos em farinha branca, que só prejudicam nosso organismo, deixando-o mais exposto às doenças e carente de nutrientes.

Além da alimentação, é fundamental que, entre os inúmeros compromissos virtuais, a pessoa estabeleça momentos para a prática de alongamentos e exercícios físicos. Isso promove a liberação de hormônios como a somatotrofina (GH) que auxilia na manutenção ou perda de peso, insulina e glucagon que contribuem para o controle da glicemia e a endorfina, considerada um analgésico e relaxante natural, melhorando a tensão muscular e a circulação sanguínea,  controlando a pressão arterial. 

Outra consequência benéfica é a redução nos níveis de cortisol no organismo, evitando inflamações e estimulando a atividade do sistema imunológico, fatores esses que colaboram ao combate do Covid-19.

Os impactos no ciclo do sono causados pelo isolamento e o uso excessivo de eletrônicos

Ao cuidar desse conjunto emocional, nutricional e fisiológico, estamos contribuindo ainda para a regulação do sono. O ciclo sono-vigília é um ritmo circadiano, ou seja, ajustado em  24 horas, que é regulado com fatores ambientais. 

Muitos acontecimentos podem influenciar essa regulação, como a alternância do dia-noite (claro-escuro), os horários escolares, os horários de trabalho, horários de lazer e as atividades familiares. Além dessa sincronização ambiental, também é gerado e regulado endogenamente por estruturas neurais. 

Em condições normais, todos nós precisamos de uma regularidade no padrão do ciclo sono-vigília, infelizmente, no momento atual, muitas mudanças são antagônicas ao processo de sincronização do ciclo sono-vigília.

O cotidiano e a rotina são fundamentais para manter um sono regulado e de qualidade. A mudança para o ambiente virtual, somada à falta de horários rígidos e regulares de acordar, tomar café da manhã, estudar, almoçar, brincar, trabalhar e dormir podem contribuir para uma piora na qualidade do sono, gerando um atraso de fase, diminuindo as horas de produtividade durante o dia e provocando episódios de ansiedade.  

Além disso, a utilização dos aparelhos eletrônicos para o trabalho, estudo e relações sociais aumentaram substancialmente. O tipo de luz emitida pelas telas dos monitores modifica os padrões de liberação do hormônio melatonina, responsável por alertar ao corpo que está na hora de dormir. 

Essa claridade e desbalanço hormonal afeta diretamente nosso relógio biológico e a percepção do cérebro de que é noite ou dia, prejudicando a qualidade do sono. Os conteúdos visualizados também podem estimular o psicológico, alocando a atenção aos diversos interesses, deixando o relaxamento e o sono de lado. Desta forma, as pessoas sentem dificuldade para “desligar” e conseguir dormir.

Sua saúde mental também depende de um bom ciclo de sono

Estudos apontam para uma interação entre o sono, o comportamento emocional, a ansiedade e o bem-estar físico. Pode ocorrer a perda no engajamento de atividades diárias, falta de energia, flutuações de humor (irritabilidade, tensão, confusão e ansiedade) e redução no desempenho em tarefas que exigem atenção e concentração. 

O sono também está relacionado ao aprendizado, à consolidação das memórias e ao que chamamos de “faxina cerebral”: a limpeza de toxinas e detritos derivados do metabolismo neural.

Todos os fatores mencionados levam a um desequilíbrio do corpo que, por sua vez, pode enfraquecer o sistema imunológico, dificultando o combate às doenças. Dessa maneira é fundamental que nos momentos de trabalho e estudo remotos, todos estejam alertas à rotina. Os efeitos do isolamento social em nossas vidas podem ser amenizados com hábitos diários que privilegiem a saúde mental e física.

Dicas importantíssimas para diminuir os efeitos negativos do isolamento social: 

Algumas dicas podem ajudar:

  • Estabelecer uma rotina nas tarefas diárias, saia do quarto, troque de roupa e crie planos diários, mesmo que isso implique na adequação aos planos e metas.
  • Mantenha-se ativo com um plano de prática de exercícios dentro de casa, auxiliando a liberação de hormônios que promovem melhor circulação sanguínea, redução da ansiedade e diminuição do stress, além de beneficiar o ciclo do sono saudável.
  • A dica de fazer algumas pausas e atividades durante o expediente vale também para o home office. Faça algumas coisas em pé, arrume motivos para caminhar, alongue-se, cuide da sua postura, faça uma pausa quando necessário e não se esqueça: evite ficar muito tempo sentado.
  • Siga uma alimentação colorida e variada. Podemos melhorar nossos hábitos alimentares focando alimentos naturais ricos em nutrientes, como verduras, leguminosas, frutas e fontes ricas de proteínas.
  • Fique atento ao “ciclo do claro e escuro”: fique acordado durante o dia e durma durante a noite. Além de evitar o uso de eletrônicos antes de dormir para que o cérebro garanta uma noite de sono reparadora, priorizando funções vitais, regenerando o corpo, a imunidade e as reservas de energia.
  • Para diminuir o estresse, aposte em alternativas que sirvam como refrigério, por exemplo conversar com alguém de confiança de maneira a reconhecer seus medos e aflições. Fazer uso da tecnologia para manter-se próximo, mesmo que virtualmente, daqueles que você ama. 
  • Controle o volume de informações consumidas e as horas passadas em frente ao celular ou computador e nas redes sociais. Procure informações confiáveis sobre o momento que estamos passando, como o site da Organização Mundial de Saúde. 
  • Equilibre as horas passadas em frente a telinha com atividades prazerosas, como ouvir música, ler um livro, arrumar e renovar ambientes da casa, fazer artesanato, experimentar uma nova receita etc. Exercícios de conscientização respiratória e de meditação também podem ajudar.

Sugestões de materiais complementares:

  • Saúde mental e atenção psicossocial em meio a pandemia, Fiocruz, link:

https://www.fiocruzbrasilia.fiocruz.br/wp-content/uploads/2020/04/Sa%c3%bade-Mental-e-Aten%c3%a7%c3%a3o-Psicossocial-na-Pandemia-Covid-19-recomenda%c3%a7%c3%b5es-gerais.pdf

  • Cartilha Associação brasileira de sono: Semana do sono 2020, link:

http://www.semanadosono.com.br/assets/cartilha_semana_sono_2020.pdf

  • Guia alimentar  para o população brasileira, Ministério da Saúde, link:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf

  • Alimentos que auxiliam na manutenção da saúde, link:

http://www.cepe.usp.br/?tips=nutricao-e-habitos-saudaveis-em-tempos-de-pandemia

Referências

GASPAR, S., Moreno, C., & Menna-Barreto, L. 1998. Os plantões médicos, o sono e a ritmicidade biológica. Revista da Associação Médica Brasileira, 44, 239-245.

GRAZIANO, José. Análise dos hábitos alimentares da população brasileira ao longo do isolamento social em decorrência do COVID-19. FIOCRUZ Brasília.

HOLMES, Emily A. et al. 2020. Multidisciplinary research priorities for the COVID-19 pandemic: a call for action for mental health science. The Lancet Psychiatry.

MENDELSOHN, Andrew R.; LARRICK, James W. 2013. Sleep facilitates clearance of metabolites from the brain: glymphatic function in aging and neurodegenerative diseases. Rejuvenation Research, v. 16, n. 6, p. 518-523.

NOTOMI, Eduardo Hideaki. Influência da luz azul sobre o sono. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

PERES, Patricia Prado Dias. Nutrição e hábitos saudáveis em tempos de pandemia. 2020. CEPEUSP – Orientação nutricional e programa de emagrecimento – Universidade de São Paulo.

ZHANG, Yingfei; MA, Zheng Feei. 2020.Impact of the COVID-19 pandemic on mental health and quality of life among local residents in Liaoning Province, China: A cross-sectional study. International journal of environmental research and public health, v. 17, n. 7, p. 2381.

Conheça a abordagem do Colégio Stocco para o Ensino remoto em tempo de Covid-19



COVID-19 é o maior desafio sem precedentes na História da Humanidade, após a Segunda Guerra Mundial e para a área educacional não seria diferente. Por isso, a Professora Dra. Jozimeire, diretora-geral, apresentará uma breve abordagem sobre os desafios do isolamento social e a proposta de Ensino Remoto do colégio às famílias stoqueiras já alinhadas às orientações de órgãos competentes, a fim de enfrentarmos juntos este tempo adverso.

A sociedade foi impactada e as instituições escolares, inclusive dos primeiros anos da Educação Básica, tiveram que alterar o jeito de dar aula. O que antes era um trabalho essencialmente presencial, passou a ser virtual, a partir da determinação de órgãos governamentais sobre a necessidade do isolamento social, com o objetivo principal de conter a propagação do vírus.

Nesse sentido, a modalidade de Ensino a Distância, mais conhecida como EAD, passou a ser mencionada intensamente de um momento para o outro. Historicamente, não se sabe exatamente quando ela surgiu no mundo. Contudo, há registros de que em 1728, Caleb Phillips, um professor que atuava em Boston, oferecia um curso de taquigrafia (uma técnica para escrever à mão de forma rápida, usando códigos e abreviações), com materiais que ele enviava semanalmente via Correios. No Brasil, o surgimento ocorreu no século XX, com o Instituto Rádio Técnico Monitor em 1939 e em 1946, com o Instituto Universal Brasileiro, com a proposta de formação técnica para os profissionais trabalharem nas indústrias.

Com a exigência do isolamento social, as escolas tiveram que iniciar um processo de transformação muito rápido a fim de que a continuidade dos estudos fosse viabilizada. Desse modo, ocorreu um acentuado uso de estratégias possibilitadas pelas tecnologias, antes utilizadas num percentual menor do que o atual.

Mas afinal, o que diferencia a modalidade de Ensino Presencial do Ensino Remoto?

O Ensino Presencial é aquele em que a Proposta Pedagógica é vivenciada por meio de várias práticas elaboradas pela equipe docente e gestora e que acontece nos espaços diversificados da escola (terceiros educadores), onde o contato e a interação entre estudantes e professores é constante, predominante e essencial para o desenvolvimento de habilidades, competências e a construção de conhecimento por parte dos alunos.

Além do mais, de acordo com o Regimento Escolar, para ser aprovado, o estudante precisa ter frequência igual ou superior a 75% da carga horária estabelecida pelo Colégio.

No que diz respeito ao Ensino a Distância, há maior flexibilidade dos horários, e a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias da informação e comunicação.

Estudantes e professores, que não estão no mesmo ambiente físico, utilizam inúmeras possibilidades além dos livros para expandir o conhecimento.

Diante de um “novo fazer pedagógico” as escolas tiveram que refletir sobre quais ações adotar, que incluem flexibilidade para as alternâncias que se apresentam no cotidiano e, principalmente, atentar às orientações advindas da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura-UNESCO e as do Ministério da Educação-MEC.

Estas organizações divulgaram, recentemente, orientações que compõem um plano de ação para amenizar os impactos do COVID-19 e autorizaram todos os segmentos da Educação Básica que substituíssem as aulas presenciais por aquelas que utilizem recursos tecnológicos e de comunicação, com o objetivo principal de dar continuidade aos estudos.

Algumas das importantes orientações da UNESCO para o Ensino remoto.

Com o intuito de contribuir com as Instituições, a UNESCO, em Paris, realizou uma reunião de emergência com ministros da Educação para partilhar estratégias e respostas que asseguram a continuidade do ensino apesar das ameaças do COVID-19.

Em 10 de março de 2020, a Unesco fez recomendações sobre Ensino a Distância, que adotamos para o nosso cotidiano no Stocco, tais como:

1) Analisar as melhores ferramentas de acordo com o serviço de comunicação da área em que a escola está localizada, bem como as condições dos alunos e professores.

2) Ter atenção à segurança e proteção dos dados.

3) Priorizar os desafios psicossociais em relação aos educacionais, mobilizando dispositivos que conectem as famílias e seus filhos, com os professores e equipe gestora.

4) Organizar um novo calendário durante a quarentena e após o retorno presencial, levando em consideração o período de paralisação dos estudos presenciais.

5) Apoiar a equipe docente e as famílias no uso das tecnologias.

6) Diversificar a metodologia a ser utilizada, assim como instrumentos disponíveis, evitando-se o uso de muitas plataformas diferentes.

7) Criar regras, compartilhá-las e avaliar as aprendizagens dos estudantes, entre outras.

Além disso, nesse contexto delicado em que vivemos, o Conselho Nacional de Educação-CNE divulgou o Parecer 5/2020, que inclui as normas que as instituições precisam atender e incluiu a Educação Infantil. Assim, para que as ações pedagógicas sejam condizentes com o que está prescrito, nesse Documento, a terminologia mais adequada a ser empregada é Ensino Remoto, pois o a Distância, pressupõe que o estudante tenha a capacidade de gerenciar seu próprio aprendizado.

Os desafios do Ensino Remoto

No contexto atual, há questões que precisam ser ponderadas para se fazer implementações que envolvem tanto a escola como a família dos estudantes: “Quem serão os responsáveis pela orientação e acompanhamento dessas atividades remotas?”, “As famílias têm tempo de conciliar suas tarefas, home office e acompanhamento aos estudantes?”, “Todas as famílias estão em home office?”, “Como executar os planejamentos para que as crianças e jovens avancem nos estudos?”, “O que é possível propor?”.

Ao fazermos nossas propostas, a equipe pedagógica analisa e elabora atividades que sejam de fácil compreensão para os adultos que supervisionam as crianças e para os nossos jovens. Também reforçamos em nosso processo remoto, hábitos de estudos que valem para o dia a dia, tanto presencial como para o Remoto, e ressaltamos a necessidade de se destinar regularmente um período para a realização das atividades e estudos em ambiente tranquilo e organizado.

Para a Educação Infantil, seguindo os preceitos do Parecer 05/2020, desenvolvemos materiais de orientações às famílias, com atividades educativas de caráter lúdico, recreativo, criativo e interativo para serem realizadas com as crianças em casa, enquanto durar o período de emergência, garantindo, assim, atendimento essencial e evitando retrocessos cognitivos, corporais (ou físicos) e socioemocionais. Nesse período é importante que crianças pequenas obtenham apoio e supervisão da família.

Para os anos iniciais do Ensino Fundamental, desenvolvemos roteiros práticos e estruturados para que a família acompanhe a resolução de atividades pelas crianças. Já nos anos finais do Ensino Fundamental, as atividades construídas estão em consonância com as habilidades e competências preconizadas pelas áreas de conhecimento na BNCC.

Dez recomendações aos nossos estudantes para o melhor aproveitamento das aulas remotas

1) Organizar um espaço para ser o seu local de estudo e evitar lugares com muito ruído, com sol em demasia, que seja muito escuro ou que funcione como passagem de pessoas. Assim manterá o foco nos estudos.

2) Providenciar, com antecedência, o material que usará numa determinada aula.

3) Preparar-se para as aulas do dia seguinte, organizando espaço, equipamento e materiais. 

4) Realizar a revisão do conteúdo, quando necessário.

5) Interagir durante as aulas síncronas, lembrar que cada pessoa tem um jeito de aprender e que é momento de cada um desenvolver a empatia. Coloque-se no lugar do colega e aguarde a sua vez para dar uma opinião, fazer uma pergunta etc.

6) Assistir as videoaulas quantas vezes for preciso.

7) Acessar os links encaminhados para aprofundamento nos estudos.

8) Buscar variadas fontes de informação.

9) Ler os livros indicados pelos professores.

10) Aproveitar o momento para aprender a estudar de um jeito novo ou descobrir novas maneiras de interagir.

Ensino Remoto também é oportunidade de inovação e aprendizagens

A situação de ensinarmos usando as ferramentas que temos disponíveis, assim como “a utilização de ambientes virtuais, é a oportunidade de respeitar diferentes formas de aprender e viver juntos (…). Este aprender juntos envolve colaboração e cooperação entre os sujeitos da comunidade”, conforme afirma Scherer (2007).

Em decorrência desse cenário que estamos vivendo, embora potencialmente modificador de um status que não havíamos cogitado, há, na educação, possibilidades de novas práticas, aprendizagens e ponderação sobre a metodologia de ensino para a qual estávamos colocando em prática com a finalidade de inovarmos o jeito de ministrar as aulas para promover aprendizagens.

 Ter que ensinar de maneira remota também ampliou nossa percepção e trouxe descobertas de recursos e alternativas para ensinarmos e atrairmos a atenção de quem está do outro lado da tela, assim como um constante repensar sobre se o estudante está ou não aprendendo, que é o que mais importa nesse processo.

Os conteúdos precisam ser relevantes e significativos, ou seja, o que se planeja ensinar precisa ser transformador e conceber que o sujeito que aprende venha a ser autônomo, crítico e criativo.

Portanto, como instituição escolar, examinar criticamente os conhecimentos que advém do ensino presencial ou remoto, sem menosprezos e nem supervalorizações, mas de escolhas e práticas que incorporem o que melhor atenda nesse tempo e espaço histórico, tecnológico, político, econômico, social e de saúde é algo premente para a formação cidadã.

Referência Bibliográfica: SCHERER, S. O Ensino e a Aprendizagem na Graduação: um processo híbrido presencial/virtual.