As descobertas e desafios envolvidos no desenvolvimento e distribuição da vacina para o SARS-COV2



E mais uma vez, na corrida pela cura da Covid-19, novas informações sobre o desenvolvimento da vacina trazem esperança para o fim dessa batalha. Os cuidados emocionais, os impactos físicos causados pelo isolamento social e a adaptação do Stocco ao ensino remoto na Educação Infantil e no Ensino Fundamental mostram nossa capacidade de nos reinventarmos no processo educacional durante o período da Pandemia. Além dos desafios psicológicos, a ciência também tem sido constantemente desafiada a buscar formas seguras de imunização, por isso, os professores de Ciências aqui do Stocco, Luis Alves, Nathália Binder e Vera Hacker, foram convidados para contar um pouco sobre como é realizado o desenvolvimento de uma vacina. 

A batalha das vacinas.

A vacina contra o SARS-COVID2 (vírus da Covid-19) é indiscutivelmente a maior busca científica do momento e o produto mais esperado pela população, que acredita no seu potencial para trazer nossa rotina ao normal.

Existem atualmente mais de 160 vacinas em desenvolvimento, dessas, apenas 29 foram testadas em humanos, e somente seis entraram na fase final de pesquisa, o que é crucial para entender se ela é realmente segura e tem o efeito esperado. Há três já previamente aprovadas, mas com limitado acesso (duas chinesas e uma russa). Uma destas 29 está sendo testada aqui em São Paulo em cooperação com várias Universidades públicas e com o Hospital das Clínicas da faculdade de Medicina da USP.

Um dos maiores feitos humanos no campo médico é a criação das vacinas, que permitiu preservar diversas vidas e mitigar doenças que costumam assolar o mundo, como a varíola e a poliomielite. Economicamente, os custos operacionais relacionados aos doentes diminuíram com o passar dos anos, tendo a perspectiva de ampliar ainda mais os benefícios com o desenvolvimento de pesquisas na área e com o engajamento da população. A vacina seria uma forma mais rápida de se atingir a imunidade de rebanho ou coletiva e encurtar a duração das ondas de uma pandemia como a que estamos vivendo. 

Imunidade coletiva ou imunidade de rebanho é um conceito usado para doenças que se propagam de uma pessoa para outra. Ele descreve uma cadeia de infecção que é prevenida, pois parte da população adquiriu imunidade à infecção, de modo que os indivíduos que não estão imunes são protegidos pelos que já manifestaram a doença. A circulação ativa do agente infeccioso é reduzida pela existência de mais pessoas com anticorpos específicos. Essa resistência ou imunidade à infecção é adquirida por quem se recuperou após o ciclo da doença ou que foram previamente vacinadas contra o agente biológico.

Como as vacinas funcionam?

Em meio a tantos benefícios, é difícil não se perguntar: “Como, afinal, as vacinas funcionam? O que garante a segurança e eficácia? Como está o desenvolvimento e a produção de vacinas contra a Covid-19? Quais os desafios a serem vencidos para que a vacina chegue para todos?”.

Antes de responder qualquer pergunta, é fundamental compreender como o nosso sistema imunológico funciona. Quando o organismo é invadido por um agente infeccioso, as células de defesa denominadas leucócitos iniciam um processo de reconhecimento, isolamento e destruição dos invasores. Para cada tipo de patógeno, o organismo produz uma resposta imunológica específica, um tipo de combinação chave e fechadura entre antígeno e anticorpo. 

Tipos de vacinas:

A vacina é uma resposta rápida no mecanismo de defesa do corpo. Existem vários tipos de vacinas que usam diferentes vetores, causando mais ou menos reações, mas todas têm o mesmo princípio: apresentam um antígeno que estimula a produção de células de defesa – leucócitos específicos. Dessa forma, criam-se células de memória que respondem prontamente a uma infecção real e permanecem em nosso organismo, mesmo sem termos nenhum contato com o agente infeccioso. 

 As vacinas virais podem ser divididas em três tipos segundo a técnica de produção e interação esperada entre o antígeno e nosso sistema imunológico. 

  1. As vacinas atenuadas são formuladas por agentes infecciosos ativos enfraquecidos por processos de infecções sucessivos em células in vitro, por isso não possuem a capacidade de produzir a doença (exemplos: febre amarela e poliomielite oral). Os casos clínicos em que o vírus volta para a forma comum e causa problema para as pessoas são raros. Esse tipo de vacina não é recomendada para gestantes e pessoas com imunossupressão.
  2. As vacinas inativadas contêm vírus que foram “desligados” por meios químicos ou físicos. As de subunidade são antígenos purificados. As duas técnicas não podem “imitar” doenças como as vacinas atenuadas. Elas agem enganando o sistema imunológico, uma vez que ele acredita que o agente infeccioso morto, ou parte dele, representa um perigo real e desencadeia o processo, formando os anticorpos necessários para nossa imunidade. Não apresentam contra indicações mais sérias, pois não existe risco dos fragmentos ou vírus inativados sofrerem qualquer modificação e nos atacarem.
  3. As vacinas obtidas por engenharia genética, como no caso das vacinas contra hepatite B e HPV, são produzidas com a informação genética de antígenos responsáveis ​​pela codificação de proteínas que representam antígenos relevantes para a proteção. Dessa maneira é possível utilizar outros vírus (adenovírus) ou microrganismos como fonte de incorporação de antígenos em preparações de vacinas, devido aos sistemas de expressão heterólogos para a produção de proteínas recombinantes.

Como atingir a imunização segura?

A Ciência e a Tecnologia têm um papel fundamental no desenvolvimento, produção e distribuição de uma vacina à população. Testes são realizados para garantir segurança, sem danos à saúde. A aprovação é realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que, por meio da resolução n.º 55, de 16 de dezembro de 2010, estabelece requisitos mínimos para o registro de uma vacina que envolvem fases de estudo e protocolos de segurança.

Fases de desenvolvimento:

  1. Fase laboratorial: fase inicial. Momento de definir a composição da vacina.
  2. Fase Pré-clínica: teste em animais para a comprovação dos dados obtidos em experimentações.
  3. Fase clínica: testagem feita em seres humanos. Essa fase é dividida em três:
  4. Fase I. Analisa a segurança da vacina em um grupo pequeno de voluntários.
  5. Fase II. Analisa mais detalhadamente a segurança da vacina.  Usada em um grupo de centenas de voluntários, em que é verificada uma resposta do sistema imunológico.
  6. Fase III. Analisa a segurança da vacina. Um grupo de milhares de pessoas pode ser testado. O processo garante se a vacina realmente protege contra uma doença. Nesta fase, a vacina é aplicada em metade dos participantes e a outra metade recebe uma substância placebo. 
  7. Após a aprovação da ANVISA, o laboratório é autorizado a produzir e distribuir a vacina. Mesmo assim ela continua sendo monitorada, em busca de eventuais reações adversas.

A revolução das vacinas.

Diferentes países, ao se depararem com a pandemia de Covid-19, iniciaram uma revolução histórica na fabricação de vacinas. Antes, demandava-se um longo período para realização, testes e produção em larga escala com duração média de 7 anos. A vacina para a caxumba foi desenvolvida mais rapidamente até então, e levou  4 anos para chegar ao mercado. No entanto, estamos diante da possibilidade de encontrar uma imunização eficaz e pronta em tempo recorde, já que modelos híbridos de estudos podem e devem ser feitos para acelerar os resultados, desde que com rigor científico e segurança.

A China e a Rússia parecem ter assumido a liderança nesta revolução. Em particular, o presidente russo Vladimir Putin anunciou, em agosto, que desenvolveu uma vacina, aprovou, registrou seu uso e planeja iniciar ainda em seu exército como teste. Os estudos Russos aconteceram em um modelo híbrido onde as fases II e III ocorreram paralelas e já poderiam ser testadas em larga escala. Isso é o que acontece em pandemias: o desenvolvimento tradicional de uma vacina que demoraria cerca de 7 anos para ocorrer, pode ser bem mais curto e seguro com fases paralelas. O artigo científico descrevendo o estudo russo saiu recentemente em um dos maiores jornais científicos de medicina (em 4 de setembro de 2020). 

 

Qual o papel do Brasil no processo de desenvolvimento da vacina?

O Brasil participa de três testes clínicos de vacina já no último estágio para aprovação, todos com parcerias internacionais seguindo os protocolos de segurança.

Infelizmente, nosso país se tornou um lugar favorável para os testes devido ao contínuo platô de casos observados e a curva de desenvolvimento da pandemia. Esse cenário possibilita um melhor estudo sobre a eficácia da vacina, um ambiente com grande circulação viral e transmissões locais, diferente de outros países na Europa, onde a curva apresenta um declínio acelerado.

Por outro lado, o Brasil destaca-se por apresentar uma infraestrutura moderna e de qualidade para gerar dados clínicos confiáveis que vão ajudar a compor os estudos e publicações científicas sobre a eficácia da vacina. Ademais, há pesquisadores brasileiros que são referência em infectologia e patologia, mundialmente conhecidos e que atraem cooperações internacionais. Assim, podemos contribuir de forma significativa com este capítulo da história mundial da saúde humana.

A pesquisa conduzida pelo Dr. Pedro Folegatti, orgulhosamente brasileiro, na Universidade de Oxford em parceria com Astrazeneca, é uma das mais promissoras e avançadas nessa busca pela vacina. A técnica utilizada para seu desenvolvimento foi feita a partir de um adenovírus modificado originário de chimpanzés. O adenovírus (proteína) carrega uma parte do material genético de Sars-CoV-2 chamado proteína S. Isso significa que os cientistas usam outro vírus, que realiza a entrega do material viral para nossas células sem nos causar prejuízos, funcionado como um “Cavalo de Tróia”. O vírus torna-se fraco após a modificação genética, ou seja, não é infeccioso e não pode se replicar no corpo humano. Os pesquisadores inseriram partes não infecciosas modificadas do coronavírus dentro dos adenovírus. Quando a vacina é injetada no corpo, o sistema imunológico promove uma resposta à proteína oculta no transportador, resultando na produção de anticorpos e outras células defensivas que podem proteger as pessoas da COVID-19. O Instituto FIOCRUZ será o responsável pela produção da vacina no Brasil caso seja aprovada na última fase de teste envolvendo mais de 50.000 pessoas ao redor do mundo, sendo 5.000 brasileiros profissionais da área da saúde.

Desenvolvimento mundo afora.

Outra grande promessa é a vacina da empresa chinesa Sinovac. Trata-se de um vírus que não consegue mais realizar suas atividades de interação com o material genético humano, assim, ela é supostamente mais segura, porque não causaria a doença. As desvantagens, segundo alguns virologistas, é o uso de apenas um pedaço do vírus ou um vírus morto, logo, não apresenta grande potencial para estimular o necessário de resposta imune. Dessa forma, são necessários adjuvantes, substâncias que precisam ser adicionadas à vacina para auxiliar na identificação do antígeno. Muitos cientistas acreditam que será preciso mais de uma dose da vacina para estabelecer uma imunização completa e segura. O estudo chinês concluiu que duas aplicações da vacina em um intervalo de 14 dias seria requerido.

Um promissor estudo coordenado pelo Dr. Gustavo Cabral, outro brasileiro, ainda em fase de teste pré-clínica, inova tecnologicamente na maneira de produzir a vacina. São utilizadas partículas em vez do material genético do próprio vírus, ou seja, são isolados pedaços do coronavírus responsáveis por entrar nas células do corpo humano. Estes são “pequenas flores”, chamadas “proteína spike”, são os classificados VLPs [da sigla em inglês Virus Like Particles], um emaranhado de proteínas. Conecta-se esses fragmentos com partículas sintéticas semelhantes a vírus, mas sem material genético, ou seja, corpos ocos, o que evita a multiplicação. Como as partículas produzidas em laboratório imitam o vírus, o sistema imunológico será estimulado, então, iniciar-se-á uma reação em cadeia no organismo. Esses fragmentos do coronavírus colocados nestas partículas provocam a defesa contra ele, com a formação dos anticorpos específicos. Dessa maneira,  as “florzinhas” (spikes) do vírus seriam desativadas, impedindo que ele entrasse nas células humanas. É como colocar uma estrutura vestida de coronavírus no nosso corpo, mas sem o seu perigoso material genético. Esta técnica já possui excelentes resultados no caso da hepatite B.

Além da vacina: o soro terapêutico.

Os principais veículos de mídia brasileira notificaram, no mês de agosto, uma pesquisa promissora que utiliza uma técnica antiga e muito comum na ciência. A produção de um soro terapêutico com ação anti-Covid, produzido em cavalos, com resultados apresentando até 50 vezes mais anticorpos do que o soro humano de pacientes recuperados da SARS-Cov-2. As notícias foram pautadas na apresentação brasileira de pesquisadores pertencentes ao Instituto Vital Brazil e a Universidade Federal do Rio de Janeiro no simpósio sobre Covid-19 na Academia Nacional de Medicina (ANM).

Os soros promovem uma imunização passiva que confere proteção pela transferência artificial de imunoglobulinas (anticorpos) por meio da administração parenteral, vias diferentes da gastrointestinal. Diferentemente das vacinas, os soros conferem imunidade imediata, porém temporária, que diminui quando os anticorpos transferidos são degradados. Soros heterólogos são constituídos de anticorpos obtidos de plasma animal, normalmente de cavalos, que foram expostos ao patógeno. Exemplos existentes e utilizados diariamente são: soro antiaracnídeo, anti-escorpiônico, antitetânico, anti-rábico etc.

O estudo inicial, realizado em maio de 2020, começou com a inoculação da proteína S recombinante do vírus no plasma de 5 cavalos, durante três semanas. Estes animais se apresentam assintomáticos ao longo de todo processo, não havendo prejuízos para seus organismos. O objetivo era obter um material chamado de gamaglobulina hiperimune mais elaborado que os conhecidos soros antitetânicos e antiofídicos. Após 70 dias, o plasma de quatro cavalos apresentaram anticorpos neutralizantes com potência de 20 a 100 vezes maior se comparados com o plasma de pessoas diagnosticadas com a doença. Cabe destacar que o uso desse soro produzido em corpos de outros animais podem gerar reações indesejadas e perigosas em humanos. Assim, este estudo, apesar de promissor, não parece ser a solução para a atual pandemia.

E quando a vacina estiver pronta?

Não são apenas as questões científicas que chamam a atenção da comunidade médica no desafio da obtenção da vacina, mas também os recursos materiais e logísticos na sua produção, envasamento e distribuição.

A conservação biológica das vacinas criou cenas inusitadas, como fazendas frigoríficas. Essas novas fazendas foram desenvolvidas por uma grande mobilização global estabelecida por governos, organizações internacionais e empresas farmacêuticas que liberaram bilhões de dólares para dar início à produção em massa de vacinas que ainda aguardam aprovação, além de impulsionar as capacidades da cadeia de abastecimento, garantindo que não sejam apanhadas de surpresa quando as vacinas receberem sinal verde. 

Muitos laboratórios, como a Pfizer e Astrazeneca, realizaram pedidos prévios destas fazendas, mesmo sem saber se a vacina em teste de fato funciona. Segundo especialistas, tal fato coloca em risco todo o esforço mundial, pois ampolas podem ser perdidas ao serem preenchidas com vacinas ainda não aprovadas com a possibilidade de descarte em pouco tempo por não cumprirem os protocolos necessários.

Em julho, as grandes farmacêuticas alertaram para uma possível carência de ampolas para armazenar futuras vacinas contra a Covid-19. A Schott, maior fabricante de ampolas para vacina, adotou a estratégia de recusa dos pedidos dessas fazendas para reservar estoques com o intuito de não comprometer recursos sem saber qual vacina estará de fato aprovada para o uso.

A lista de desafios científicos, técnicos, financeiros e logísticos é grande, mas é possível perceber que o empenho e a dedicação dos profissionais da área da saúde, pesquisadores e os mais diferentes setores da sociedade é ainda maior. A ciência, mais uma vez, vem provando seu valor e sua existência e manutenção de investimentos são absolutamente fundamentais para que possamos ter sucesso nessa jornada contra a Covid-19.

Ainda temos um longo caminho a percorrer para a chegada da vacina. Portanto, é necessário fazer nossa parte, nos protegendo e respeitando as regras de distanciamento social.

Referências

GRANDA, Alana. Soro anticovid produzido em Cavalos. Agência Brasil, 2020. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-08/soros-produzidos-por-cavalos-tem-anticorpos-potentes-para-covid-19 acesso em: 30/08/2020.

 

GRANDA, Alana. Fabricantes de ampolas de vidro se preparam para vacina contra Covid-19. Agência Brasil. Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/vacina/noticia/2020/06/12/fabricantes-de-ampolas-de-vidro-se-preparam-para-vacina-contra-covid-19.ghtml acesso em 02/09/2020.

MADEIRO, Carlos. – Covid: população de cidades com redução na infecção tem queda de anticorpos. UOL. Maceió, 31 de agosto de 2020. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/08/31/cidades-que-seguraram-covid-no-pais-tem-queda-de-anticorpos-na-populacao.htm acesso em: 30/08/2020.

 

PANDEY, Ashutosh. – ‘Fazenda’ de freezers? Entenda a logística por trás da vacina da covid-19. Uol . 2020 Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/deutsche-welle/2020/08/31/fazenda-de-freezers-ent’enda-a-logistica-por-tras-da-vacina-da-covid-19.htm acesso em 01/09/2020.

 

Sociedade Brasileira e Imunologia. Nota Técnica da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) sobre o desenvolvimento e eficácia de vacinas para a COVID-19. São Paulo, 2020 Disponível em: https://docs.google.com/document/u/0/d/1gT-jqrsy-UjmIkjjugR6B5M14JU-43fFZecFc2U2lTo/mobilebasic acesso em: 02/09/2020.

TOLEDO, Karina..  Eficácia da Coronavac deve começar a ser avaliada em outubro, diz diretor do Instituto Butantan. Agência FAPESP. 10 de setembro de 2020. Disponível em: https://agencia.fapesp.br/eficacia-da-coronavac-deve-comecar-a-ser.-avaliada-em-outubro-diz-diretor-do-instituto-butantan/34098/ acesso em: 10/09/2020.

 

Projeto de Meio Ambiente do Colégio Stocco



Empoderando estudantes para a Cidadania Global

Em nossa Unidade da Educação Infantil, realizamos a formação contínua do corpo docente por meio de práticas que envolvem o estudo das metodologias ativas, assim como a exploração dos espaços diversificados, tais como Milharal, Cafezal, Canavial, Hortas, Pomares, entre outros, a fim de que cada professor reflita sobre como potencializar as possibilidades do processo ensino e aprendizagem dos estudantes para que esses construam conceitos de maneira autônoma e participativa.

Essas são as propostas de manejo do meio ambiente aplicadas aos privilegiados 27mil m2 do Stocco.

O apoio técnico ao projeto de meio ambiente é feito por agrônomos contratados pela escola:

• Flora Castellano, Mestra em Agroecossistemas, Economia Agroalimentar e Meio Ambiente;


• Marcelo Noronha, especializado em Gestão Ambiental, Agricultura Urbana e Orgânica e Compostos Orgânicos.

Eles desenvolvem um trabalho essencial com nossos educadores e estudantes. Desde o Infantil, os pequenos percebem o quanto estão inseridos no meio e, por esta razão, precisam conhecer a diversidade ambiental.

Relevância do projeto de meio ambiente para a construção da cidadania global

Ao longo da trajetória escolar, os projetos de meio ambiente são fundamentais para a construção de uma consciência cidadã global. E, para este objetivo, propomos aos estudantes em nossa metodologia ativa atividades que permitam a eles:

• Perceberem a interdependência global;

• Desenvolverem o respeito à natureza;

• Valorizarem atitudes relacionadas ao bem estar individual e coletivo;

• Aprenderem a pensar cientificamente ao levantarem hipóteses e analisá-las;

• Aprimorarem diariamente sua capacidade de observação partindo da identificação e comparação de plantas, hortaliças, legumes, frutas e bichinhos de jardim.

O projeto de meio ambiente na prática

Em 2019, ampliamos os projetos da Roça de Milho e do Minhocário e com eles aprendemos a gestão de resíduos orgânicos e produção de adubo. Semanalmente, os estudantes participam de: preparo da área de plantio e linhas de plantio com cobertura do solo, semeadura do milho, acompanhamento do crescimento, saúde das plantas, sistema de irrigação, observação das minhocas, constatação da decomposição dos resíduos orgânicos, retirada e armazenamento de adubo orgânico e chorume e utilização de adubo na jardinagem e outros plantios do Colégio.

Para nós, ensinar as Ciências Naturais e Humanas é empoderar os estudantes para melhorar o mundo, atuando como cidadãos globais que pensam de maneira crítica e reflexiva, inseridos diariamente em atividades significativas e desafiadoras, em consonância com nossa proposta pedagógica elaborada para cultivar a capacidade de agir de forma responsável, criar, inventar e inovar, segundo o modo de pensar típico da Ciência.

Horta
Roça de milho

Outros projetos com foco na construção de uma consciência global são desenvolvidos pelo Stocco. Destacamos a recente substituição em toda a escola de copos descartáveis e canudos plásticos por alternativas de menor impacto. Clique no link e veja como isso aconteceu: https://stocco.com.br/novidades/copo-descartavel-seus-impactos-e-suas-alternativas/

Confira mais um pouquinho do projeto no vídeo abaixo:


Projeto de Meio Ambiente do Colégio Stocco

Escola Bilíngue? International School? Programas Especiais? O que escolher na hora de aprender idiomas?



Veja a seguir o que é Escola Bilíngue, International School e Programas Tradicionais de Idiomas. Entenda as diferenças e conheça o programa diferenciado do Colégio Stocco para o ensino de línguas estrangeiras.

A necessidade imediata de inclusão no mundo globalizado tornou urgente o aprendizado de línguas estrangeiras e isto fez surgir muitos e diferentes programas de ensino de idiomas. Mas como saber qual o melhor?

O que são escolas bilíngues?

Escolas bilíngues são aquelas que proporcionam aos seus estudantes as competências necessárias para usar duas ou mais línguas em situações acadêmicas, ou seja, usa o idioma como instrumento para aprender outros conteúdos.

Este tipo de escola deveria trabalhar com pelo menos 50% de sua grade curricular utilizando a língua estrangeira como ferramenta para ensinar conteúdos.

Matemática, ciências humanas, naturais, tecnologia e artes são as matérias mais trabalhadas pela dinâmica bilíngue e isto deve acontecer sem prejuízo ao conteúdo obrigatório.

Para que isso seja possível a carga horária tem que ser estendida, o que muitas vezes não ocorre em nossa realidade.

No Brasil, a lei só reconhece como escolas bilíngues as escolas de fronteira, as escolas indígenas e escolas de surdos.

Escolas internacionais (International School)

Escola internacional ou international school é a instituição que utiliza como base o currículo, a proposta pedagógica e a língua do país de origem da escola.

Há alguns anos atrás, era muito comum que as escolas internacionais fossem frequentadas por filhos de pais estrangeiros, hoje, a opção de muitas famílias mudou e há cada vez mais crianças brasileiras nestas escolas.

Algumas escolas internacionais trabalham com o currículo nacional integrado ao estrangeiro e algumas matérias como Atualidades, História ou Geografia são dadas em português; outras incluem apenas Língua Portuguesa a seus currículos internacionais.

As escolas internacionais seguem o calendário de seus países de origem.

Tanto na escola internacional como na escola bilíngue, o inglês é apenas uma ferramenta de aprendizagem para novos conteúdos, já na escola de idiomas o inglês é o conteúdo a ser aprendido.

Escolas bilíngues e escolas internacionais são diferentes?

Por falta de regulamentação nacional, muitos modelos de escolas bilíngues foram criados, o que nem sempre garante um aprendizado em alto nível, como deveria.

As escolas bilíngues e as escolas interacionais se diferem quanto aos objetivos, às características de seus estudantes, ao tempo de instrução na escola usando as línguas envolvidas e às abordagens e práticas pedagógicas.

Assim, o que se torna relevante não é como a instituição se intitula, mas sim o nível de proficiência que o estudante irá atingir ao final do curso.

O programa de inglês do Colégio Stocco

Em vez de escolher um título, como as bilíngues e internacionais, o Colégio Stocco prefere investir esforços em um programa forte de aprendizado.

Para atingir melhores níveis de proficiência, nossos estudantes iniciam os estudos do idioma no Infantil 3 e ao chegarem ao 9º ano já estão utilizando material de ensino médio.

Para os estudantes do Infantil, respeitamos as especificidades do processo de aprendizagem, por isso criamos um ambiente lúdico, de ensino gradativo e práticas discursivas condizentes com sua realidade.

Procuramos envolver o aprendiz em um contexto rico de vivência na língua estrangeira, no qual o professor cria o máximo de oportunidades para que a língua esteja presente no cotidiano escolar.

Para o 1º e 2º ano, além destas praticas, iniciamos o processo de letramento.Trabalhando sempre com temas contextualizados, transformamos a aquisição da leitura e da escrita em um método prazeroso e criativo, sempre respeitando o tempo de aprendizagem desta faixa etária.

A partir do 3º ano, a estruturação da língua se faz presente e as quatro habilidades para o aprendizado de uma língua estrangeira são trabalhadas simultaneamente – ler, escrever, falar e compreender a nova língua.

Com a tecnologia disponível em todas as salas de aula, nossos estudantes estão expostos a vídeos, textos, jogos e às mais variadas e atualizadas estratégias de ensino.

O material de apoio do Colégio Stocco

Nosso material é importado, das mais renomadas editoras internacionais, o que garante maior qualidade dos áudios e vídeos, além de atualizações constantes, apoio de plataformas didáticas e treinamentos para nossos professores.

Ebooks também fazem parte do material, o que facilita ao estudante as práticas de listening e comprehension dentro e fora da sala de aula.

Espaços diversificados para as aulas

O dia a dia nossas aulas acontecem em diversos ambientes ampliando a exposição de nossos estudantes à língua: na Digital Land, no auditório, no Ateliê de Artes e no espaço Maker.

Participamos das apresentações de teatro do grupo The Performers, temos Day Camp com imersão total no idioma.

Para assegurar a prática efetiva do idioma, nossos alunos participam de intercâmbio internacional para destinos culturais diferenciados, como Escócia, York e Buckingham, e para o programa exclusivo da NASA, nos EUA.

Nível de proficiência do programa do Stocco

No último ano do ensino Fundamental II, nossos estudantes utilizam material de ensino médio – nível B2 no Common European Framework, o que significa que o estudante do 9º ano do Colégio Stocco estará apto a prestar os exames PET ou FCE de Cambridge.

Certificando nossa grade curricular, está a Universidade de Cambridge. Nosso colégio é centro preparatório dos exames da Cambridge e todo final de ano oferece os exames para nossos estudantes.

A certificação Cambridge abre caminho para a formação de nossos cidadãos globais, já que esses certificados internacionais são aceitos por mais de 20.000 universidades, empregadores e governos no mundo todo podem abrir as portas para a educação superior.

Parceria com a Red Balloon

Para aqueles que desejam acelerar ainda mais o processo de aprendizagem da língua, contamos com a parceria da Red Balloon.

A escola se destaca por oferecer o ensino de inglês por meio de atividades artísticas, culinária, teatro, música e muita cultura, que ajudam os estudantes a desenvolverem sua autonomia e autoconfiança.

O método Red Balloon oferece uma carga horária adequada para atingir a fluência no idioma, o material é exclusivo, e foi criado pensando em cada fase da criança e do adolescente entre 3 e 17 anos.

Por que aprender outros idiomas na infância é importante?

Diversos estudos internacionais nas áreas de Neurociências e Educação apontam para os benefícios da aquisição precoce da segunda língua.

Pesquisas mostram o desenvolvimento das funções executivas, indicando maior habilidade para planejamento, organização e execução de múltiplas tarefas, melhora na comunicação, mesmo na língua materna, maior desenvolvimento cognitivo, capacidade de pensar criticamente (especialmente High Order Thinking Skills) e consciência cultural.

Esses estudantes tendem a ser mais criativos e têm uma maior flexibilidade mental.

Outras pesquisas apontam para a acuidade auditiva, pois as crianças percebem os sons com mais facilidade e clareza e por ainda estarem desenvolvendo seu aparelho fonador, a habilidade de reproduzir esses sons com perfeição é muito maior que de um adulto falante.

O diferencial do Stocco é respeitar o ritmo e o desenvolvimento do estudante, oferecendo aulas dinâmicas e sempre utilizando ferramentas e ambientes diversificados para garantir a qualidade das aulas e de nosso programa.

O diferencial não é se intitular como escola bilíngue, mas sim garantir ao final do processo um inglês proficiente sem prejuízo aos demais conteúdos.

No Colégio Stocco o inglês conversa com todas as demais matérias, em projetos ou atividades comuns, desenvolvendo competências cognitivas e socioemocionais necessárias para a formação do cidadão global.

Confiram o vídeo abaixo:

Matemática não é problema!


Atividades em sala, desafios com muitos cálculos, provas com solução de problemas, grandes competições, Olimpíadas! Aprender Matemática pode causar muito medo por aí, mas não no Colégio Stocco.

No Stocco, o ensino da Matemática vai muito além de simplesmente encontrar resultados corretos para situações-problema e exercícios, por meio do uso de técnicas e fórmulas ensinadas por nossos docentes.

Centramos nosso trabalho no desenvolvimento da capacidade dos estudantes de resolver problemas, analisar dados e aplicar os conteúdos matemáticos em situações do cotidiano, dando significado ao que é aprendido e tomando atitudes criativas e inteligentes no dia a dia.

O currículo é organizado de tal forma que é possível revisitar os conteúdos, ampliá-los e aprofundá-los ao longo dos anos. Nenhum deles é visto como um fim em si mesmo! Não são apresentados de forma pronta nem mecânica. Há um processo, um percurso a ser seguido por estudante e educador, sendo que, nessa interação, se constrói o fazer matemático.

Várias estratégias de resolução, registros diversos, justificativas, estimativas, cálculo mental, diferentes possibilidades, selecionar informações, tomar decisões, construir argumentações são alguns dos princípios presentes em nosso ensino, que permitem o estudo dos diferentes objetos de forma dinâmica e o desenvolvimento das habilidades de pensamento.

Dessa forma, o conhecimento matemático é visto como uma ferramenta que contribui para ler, compreender e transformar a realidade, potencializando a aprendizagem de nossos estudantes e tornando-os ativos na escola e, também, fora dela.

Matemática forte é o que temos em nossa instituição!

Forte por tornar o estudante protagonista! Forte por significar e ressignificar conceitos e conteúdos aprendidos! Forte por ser dinâmica e construída com diferentes ferramentas e recursos tecnológicos. Forte por formar cidadãos aptos a tomar decisões inteligentes em situações financeiras. Forte por possibilitar a leitura e a interpretação de gráficos e tabelas, permitindo estimativas, inferências a partir de análise de dados, estratégias de resolução, argumentação e exposição de ideias. 

Muito mais que apenas conteúdos, a Matemática em nosso Colégio é considerada uma ciência viva, por meio da qual raciocínio lógico, autonomia e criatividade são fundamentais.

A menina que queria ser professora



História do Colégio Stocco contada pelos estudantes do 6º ano

O que dizer de um sonho realizado?

O início de uma trajetória que se torna realidade e o orgulho de fazer 65 anos dedicados à educação de nossos filhos.

Sim, essa é a história do Colégio Stocco.

Tudo começou com a terceira filha de dez irmãos, em Cordeirópolis, onde iniciou o estudo primário, hoje fundamental. Em Viradouro, interior de São Paulo, terminou a 4º série em 1930.

Sabemos que antigamente era muito difícil continuar os estudos e foi isso que aconteceu. Dos dez aos quinze anos, nossa menina sonhadora parou de estudar. Sabia que esse grande sonho estava cada vez mais distante. Mas aos poucos o curso do rio de sua vida foi mudando.

Seu pai foi premiado com um bilhete de loteria e, com isso, pôde continuar seus estudos. Terminou a 8º série com 24 anos de idade.

Morando em Santo André, aos 26 anos, finalmente matriculou-se na escola onde a faria professora. Formou-se em 1947, casou-se e iniciou sua carreira no “Grupo Escolar Gabriel Oscar de Azevedo Antunes”, onde lecionou por 30 anos e aposentou-se em 1978.

Em 1954, sua filha, na época com dez anos, precisou de um auxílio para o Curso de Admissão para ingressar no Instituto de Educação Américo Brasiliense. Muito concorrido e com poucas vagas, a auxiliou nos estudos e obteve sucesso.

As mães, ao verem o bom resultado de sua filha, perguntaram onde ela havia se preparado. Foi aí que surgiu a primeira turma de admissão, consequentemente o Colégio Stocco.

Na época, sua casa era onde é nossa arquibancada. Pequena, precisou ampliar, pois estava atendendo 40 crianças em uma sala.

As salas foram aumentando, construíram os prédios, profissionais foram contratados e o Colégio foi crescendo.

E hoje, completamos 65 anos de uma história viva, de um amor à educação, de um alicerce, de persistência, de otimismo e, acima de tudo, afeto.

Agradecemos profundamente fazermos parte dessa história.

E que venham mais anos para comemorarmos esta conquista!

Obrigada, D. Alzira, por nos deixar essa herança de ensinamento e amor.

Renovando Compromissos Digital 2019



Prezadas famílias,

O Colégio Stocco inova a cada dia.

Este ano vocês puderam acompanhar todas as reformas e reestruturação em nossos espaços físicos.

Por meio do nosso Renovando Digital, compartilhamos todas as nossas inovações e mudanças nas propostas para o Ensino Fundamental para o ano de 2019.

Realizem o download do arquivo em um dos seus dispositivos e conheça o que preparamos para nossos Stoqueiros.

Renovando Compromissos Digital 2019

Do plantio à colheita: crianças da Educação Infantil vivenciam processos produtivos agrícolas



Estudantes de 1 a 6 anos, do Stoquinho, aprendem regras sociais de valor, respeito e cooperação em ações de integração com a natureza.

Colocar a mão na massa, ou melhor, na terra, é a especialidade dos estudantes do Stoquinho. A maioria das brincadeiras acontece ao ar livre, em parquinhos na areia, pula-pula em pneus, tobogã no meio de árvores, esconde-esconde na casa do Tarzan, mas o momento mais esperado é quando as crianças arregaçam as mangas para participar ativamente de processos de plantio, cultivo e colheitas.

Em meio a uma área de 27 mil m² de área verde, alunos de 1 a 6 anos são convidados a interagir diariamente com diversos elementos da natureza, explorando sensações, cheiros e sabores. Tudo acontece com o acompanhamento de um engenheiro agrônomo, que prioriza as atividades de acordo com a faixa etária e as necessidades de aprendizado nessa fase.

(Crianças se divertindo no tobogã)

Viver o processo é a premissa de todas as ações, independentemente da idade. Aos 5 e 6 anos, por exemplo, as crianças estudam sobre a cana e o café e desenvolvem propostas em nosso canavial e cafezal. “Há um momento em que uma pessoa, vestida de boia-fria, aparece para conversar com elas e contar como é o dia a dia em uma plantação. Os olhinhos dos pequenos até brilham de tanta realização”, conta Marta Mergulhão, coordenadora pedagógica do Stoquinho. “As crianças precisam entender que sobrevivem com o que plantam. Necessitam conhecer a origem, por exemplo, daquele açúcar comprado em saquinho no supermercado”, comenta ela.

(Canavial do Stoquinho)

Quando o assunto é café, os alunos estudam sobre plantio, cultivo, tipos de café, formas de colheita, secagem e torragem. “Todos aprendem a usar o pilão, moer o café e participam ativamente do processo de torragem”, descreve Marta.

Em relação às crianças mais novas, os primeiros contatos e vivências compreendem a apresentação das plantas como um ser vivo e a necessidade delas em receber água, sol e orvalho. Com 2 anos, o tradicional plantio de feijão em copinho, dá lugar ao plantio na própria terra, sujando literalmente as mãos e relacionando o crescimento da planta com aquele simples plantio da semente. Já aos 3 anos, o objeto de estudo é a bananeira e todas as suas particularidades. E, aos 4 anos, diversos projetos sobre sementes, adubos e até uma minhocaria na própria terra.

(Crianças observando e cuidando das flores)

Fátima Gongora, também coordenadora pedagógica do Stoquinho, acredita que as experiências são enriquecedoras para a primeira infância. “As crianças ganham, por meio de cada vivência, uma consciência natural sobre cuidados com a natureza e a importância de preservá-la, além de enraizar atitudes colaborativas, de respeito ao outro e ao seguimento de regras ao participar de atividades em grupo e de convívio social”, diz ela.

A vida escolar dos filhos



Famílias que dizem “somos presentes!”

Uma das questões que nós professores e diretores de escola mais mencionamos é  que por meio da participação, do envolvimento e da colaboração que permeia a parceria entre família e escola, crianças e jovens percebem que todos têm o mesmo desejo: o sucesso escolar.

No tripé em que o estudante é protagonista e os adultos coadjuvantes, espera-se o empenho de cada um para que o conhecimento seja potencializado.

Queremos propor para que pensemos em tudo que já fizemos e no que  ainda faremos para que 2018 seja de êxito para todos nós. É oportuno fazermos um balanço de janeiro até agora. O que foi realizado ou deixou de ser em relação a essa participação na vida escolar dos filhos?  Escrever uma lista contendo as respostas e buscar atingir as metas que ainda não foram alcançadas pode dar trabalho, mas poderá ser um roteiro a fim de alcançarmos os resultados gratificantes.

Para quem conseguiu estar mais presente e dedicado naquilo que se propôs, a dica é manter o foco, permanecer junto, lutando sempre.

Compartilhamos 10 regras de ouro que ajudam a estreitar o relacionamento da família com a escola, no que diz respeito ao desempenho escolar dos filhos e a adotar algumas ações, se necessário, para que eles percebam que nós, os adultos, os valorizamos e temos interesse no que eles fazem:

1 – Participar de todos os eventos da escola. 

2- Ler os comunicados enviados por agenda, e-mails e aplicativos.

3- Acompanhar os estudos, o rendimento nas avaliações e as notas que são divulgadas.

4- Estabelecer rotina e tempo para estudos e lazer.

5- Fortalecer os vínculos entre os membros da família e os da escola, lembrando que conseguirão proporcionar uma educação de qualidade, sendo que cada um tem um papel a desempenhar.

6-Fazer perguntas aos educadores sobre o que precisam saber sobre o desenvolvimento escolar.

7 – Ler os relatórios enviados pela instituição sobre o desempenho dos filhos.

8- Ter interesse por conhecer as amizades que eles têm, o que postam nas redes sociais e quem são os amigos virtuais.

9- Estimular ou instigar as iniciativas de estudos, valorizar as conquistas e acompanhar as lições de casa e, caso os filhos não compreendam algo, encaminhar para os professores essas demandas.

10- Prestigiar os trabalhos e apresentações propostas pela escola e desenvolvidas pelos filhos.

 

Conforme afirmamos, a escola e a família precisam permanecer parceiras.

A confiança na instituição é fundamental. Independentemente da situação, permaneçam presentes!

Temos certeza que as nossas crianças e jovens agradecem.

 

Professora Dra. Jozimeire Angélica Stocco de C. N. da Silva
Diretora-Geral das Unidades 1, 2 e 3, Pós-doutoranda em Educação pela PUC/SP, Doutora em Educação pela PUC/SP,  Mestra em Educação, Especialista em Educação Infantil.

Concurso de Bolsa de Estudos 2019



O Colégio Stocco, com o objetivo de ampliar oportunidades aos estudantes que buscam uma escola de qualidade, abre ao público Concurso de Bolsa de Estudos para o ano letivo de 2019.

Essa é a oportunidade para que os interessados, se aprovados, possam fazer parte de um dos Colégios mais fortes e de maior tradição no ABC e que, desde 1954, dedica-se à Educação de qualidade com a inovação que as novas gerações de stoqueiros merecem.

O Concurso se destina aos estudantes que, no ano de 2019, cursarão o 6º, 7º, 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental.

Como fazer inscrição para o Concurso de Bolsa do Stocco:

A inscrição será realizada exclusivamente na secretaria da Unidade 3 do Colégio, até 31 de outubro de 2018 até as 18 horas.

As bolsas de estudos concedidas por meio do Concurso serão válidas a partir de janeiro de 2019 até o término do curso do Ensino Fundamental 2 (9º ano), a depender do desempenho acadêmico e social do estudante.

A prova do Concurso será realizada em 10 de novembro de 2018, sábado, das 10 horas às 13h30min, e conterá conteúdos de Língua Portuguesa, Matemática e Redação.

O resultado definitivo do concurso será divulgado em 19 de novembro, a partir das 15 horas.

Classificação e regras para a concessão das bolsas e desempate:

Os candidatos serão classificados por ordem decrescente de nota final, ou seja, por maior número de acertos, acima de 50% (cinquenta por cento).

Os candidatos classificados, para ingressar no ano determinado, deverão passar por processo de entrevista com a equipe pedagógica do Colégio, para avaliar seu perfil e os seus responsáveis apresentarão documentação solicitada.

Será utilizado como critério de desempate, primeiramente, a pontuação de Língua Portuguesa, na sequência, Matemática e, por fim, a Redação.

Ao se inscrever, o estudante receberá o regulamento completo do Concurso de Bolsa.

Esperamos a participação de muitos estudantes que terão a oportunidade de potencializar seu aprendizado, num Colégio referência em educação de qualidade e que valoriza cada indivíduo em suas mais diversas particularidades.

Será um prazer recebê-los e termos a perspectiva de tê-los como stoqueiros em 2019!

Matemática forte? Sim, o Stocco tem! Olimpíadas de Matemática? Também!



Atividades em sala, desafios com muitos cálculos, provas com solução de problemas, grandes competições! Aprender Matemática pode causar muito medo por aí, mas não no Colégio Stocco.

No Stocco, o ensino da Matemática vai além de simplesmente encontrar resultados corretos para situações-problema e exercícios, por meio do uso de técnicas e fórmulas ensinadas por nossos docentes.

Centramos nosso trabalho no desenvolvimento da capacidade dos estudantes de resolver problemas e aplicar os conteúdos matemáticos em situações do cotidiano, dando significado ao que é aprendido.

Matemática se aprende com estratégia, profundidade e acompanhamento constante

O currículo é organizado de tal forma que é possível revisitar os conteúdos, ampliá-los e aprofundá-los ao longo dos anos. Nenhum deles é visto como um fim em si mesmo! E não são apresentados de forma pronta, mecânica. Há um processo, um caminho a ser seguido por estudante e educador, e nessa interação se constrói o fazer matemático.

Várias estratégias de resolução, registros diversos, justificativas, estimativas, cálculo mental, diferentes possibilidades, selecionar informações, tomar decisões, construir argumentações são alguns dos princípios presentes em nosso ensino, que permitem o estudo dos diferentes objetos de forma dinâmica e o desenvolvimento das habilidades de pensamento.

Olimpíadas Nacionais, Internacionais e Canguru de Matemática: grandes desafios, conquistas maiores ainda.

Para que possamos potencializar a aprendizagem matemática de nossos alunos, constantemente, nós os desafiamos. As Olimpíadas fazem parte dessa proposta. Há muito tempo, o Colégio participa de competições externas, como Olimpíada Canguru de Matemática Brasil, OBMEP – Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas, Olimpíada de Matemática do Grande ABC e Olimpíada Paulista de Matemática, entre outras; em todas, temos obtidos excelentes resultados, com vários estudantes sendo premiados com medalhas de ouro, prata e bronze, além de várias menções honrosas.

Neste ano, ressaltamos que tivemos stoqueiros premiados em todas as provas das quais participamos. Em especial, queremos destacar que o Colégio foi convidado a participar da IYMC-2018 – International Young Mathematicians Convention, que ocorrerá de 2 a 5 de dezembro, em Lucknow, Índia, por sua brilhante classificação na Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras. Apenas escolas que se destacam recebem esse convite!

30ª Olimpíada de Matemática do Stocco – aberta a todos

Matemática forte é o que temos em nossa instituição! Forte por tornar o estudante protagonista! Forte por significar e ressignificar conceitos e conteúdos aprendidos! Forte por ser dinâmica e construída com diferentes ferramentas e recursos tecnológicos.

Tão forte que, neste ano, comemoramos o trigésimo ano de nossa Olimpíada Interna. Para celebrar, organizamos uma competição aberta a estudantes de qualquer instituição de ensino. Será um marco para nosso Colégio, pois a Matemática será trabalhada em provas formuladas por nossos professores e vivenciadas em Estações de Aprendizagem.

A Olimpíada de Matemática do Stocco ocorrerá em 27 de outubro, sábado, a partir das 9h. Para se inscrever, é necessário acessar o site do Stocco e preencher o formulário eletrônico, por meio do link goo.gl/forms/QrIL08dr9siKoCSg1, no período de 24 de setembro a 14 de outubro. Após a inscrição, os estudantes receberão, via e-mail, o regulamento da Olimpíada.

Não perca esta oportunidade de testar seus conhecimentos, vivenciar um dia incrível e conhecer nossa infraestrutura. As vagas são limitadas, portanto, faça já sua inscrição.